Após quatro meses de disputa judicial, a Prefeitura de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (29) a demolição do Espaço Cruz da Esperança, na Casa Verde, zona norte da capital.
O imóvel, fundado em 1958 e conhecido por reunir samba, futebol de várzea, capoeira e manifestações de religiões de matriz africana, ocupava uma área destinada ao futuro parque Campo de Marte.
Enquanto equipes retiravam móveis, instrumentos musicais, imagens religiosas e outros pertences da comunidade, máquinas começaram a demolir as primeiras estruturas do espaço.
"Não temos noção do que vamos fazer. Estamos aqui perdendo. Perdemos o nosso espaço e não paramos para pensar no que vai ser", afirmou Fábio Henrique Januário de Almeida, um dos idealizadores da roda de samba e duas vezes presidente do Cruz da Esperança.
A operação foi acompanhada por frequentadores, apoiadores e parlamentares. A vereadora Luna Zarattini (PT) classificou a ação como um ataque ao patrimônio cultural da cidade e afirmou que a Defensoria Pública da União determinou que a Prefeitura de São Paulo e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dialogassem sobre o reconhecimento do Cruz da Esperança como patrimônio histórico e cultural.






