Pesquisa publicada no Journal of Food Protection apresentou ótimos motivos para trocar regularmente o objeto independente de cheiro ou estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esponja — Foto: Freepik A esponja de cozinha limpa talheres, copos, pratos, vasilhas, panelas, mas elas também podem espalhar bactérias nocivas para a saúde sendo um dos objetos mais carregados em sua casa. Uma nova pesquisa publicada no Journal of Food Protection analisou de perto esse foco oculto de germes e apresentou ótimos motivos para trocar regularmente a esponja independente de cheiro ou estado. Cientistas do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) analisaram três bactérias comuns transmitidas por alimentos que frequentemente causam diarreia em pessoas que usam o vaso sanitário — E. coli, Salmonella Enteritidis e Staphylococcus aureus — e descobriram que elas são hábeis em sobreviver em uma esponja de cozinha. Os pesquisadores afirmaram ser dificil dizer se essa carga bacteriana seria suficiente para causar doenças, pois isso dependeria de diversos fatores, porém, as pequenas populações de bactérias foram capazes de se reproduzir em níveis maiores que tiveram suas cargas virais por pelo menos 14 dias. “Muitos casos de infecção transmitida por alimentos têm origem em residências particulares e nem sempre se limitam a um ou dois dias de mal-estar. Essas infecções podem ser particularmente perigosas para grupos vulneráveis, como idosos ou pessoas com problemas de saúde preexistentes, bem como crianças pequenas", afirmou Andreas Hensel, autor do estudo e presidente do BfR, em comunicado. O que fazer? A equipe de pesquisadores acompanhou o desenvolvimento das bactérias de diferentes formas, como por meio de métodos tradicionais de cultura, sequenciamento de DNA e microscopia confocal de alta resolução, e notaram que elas cresceram em todos os tipos, além disso, perceberam que a esponja contaminada não tinha cheiro desagradável nem parecia suja ou oleosa. Entretanto, os cientistas não sugerem descartar as esponjas por completo, mas reavaliar a forma como se usa e o melhor momento para descartá-la. “Muitos consumidores decidem quando substituir suas esponjas de cozinha com base na aparência ou no cheiro. No entanto, esse é um indicador pouco confiável, já que os pesquisadores não observaram mudanças perceptíveis nas esponjas testadas, mesmo quando a contagem bacteriana era alta”, afirmou o BfR em um comunicado à imprensa. A frequência de quando se troca a esponja depende de alguns fatores, como se ela foi usada para limpar superfícies que entraram em contato com carne crua, por exemplo, deve ser descartada logo em seguida. Os pesquisadores disseram que a carga bacteriana pode ser reduzida tratando a esponja com água a temperaturas acima de 70 °C durante pelo menos dois minutos. Pia suja Eles também relevaram que as pessoas deveriam repensar deixar a louça suja de molho na pia por muito tempo. Além das esponjas, as pias e torneiras da cozinha abrigam algumas das maiores concentrações de bactérias em uma casa comum e são locais conhecidos por abrigar bactérias patogênicas, incluindo E. coli e Staphylococcus.
Sua esponja de cozinha é um esconderijo de bactérias? Nem mesmo o teste do cheiro pode salvá-la
Pesquisa publicada no Journal of Food Protection apresentou ótimos motivos para trocar regularmente o objeto independente de cheiro ou estado










