Cuba anunciou, nesta quarta-feira (29), a abertura de diversos setores de sua economia devastados pela crise para empresas privadas, enquanto o governo comunista tenta amenizar a grave escassez de bens e serviços básicos resultante de um bloqueio energético dos Estados Unidos.
Em um extenso decreto, as autoridades suspenderam restrições em uma série de setores duramente atingidos pela crise —incluindo distribuição de combustíveis, serviços portuários, cuidados a idosos e farmácias.
A medida representa um afrouxamento da doutrina comunista de décadas, enquanto o partido tenta resistir à sua maior crise desde a morte do líder histórico Fidel Castro e o colapso da União Soviética.
Há meses, a vida cotidiana em Cuba tem sido abalada por apagões constantes, cortes no abastecimento de água e escassez de itens de primeira necessidade.
Cubanos que antes temiam represálias do governo agora criticam os líderes do país e passaram a bater panelas em protestos noturnos regulares.










