Após certa trégua no começo desta semana, que trouxe alívio os mercados, os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Irã, levando os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries a subirem novamente Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg Os principais índices de ações de Nova York abriram em queda nesta quarta-feira, com maior cautela dos investidores, antes da decisão do Federal Reserve (Fed) mais tarde e com o peso de uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio. Após certa trégua no começo desta semana, que trouxe alívio os mercados, os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Irã, levando os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries a subirem novamente. Por volta das 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones tinha queda de 0,80%, aos 52.335,61 pontos, o S&P 500 recuava 0,10%, aos 7.421,62 pontos, e o Nasdaq cedia 0,15%, aos 24.840,300 pontos. Entre os destaques, o setor de energia (+2,79%) apresentava forte valorização, em linha com a disparada dos preços do petróleo nesta manhã, enquanto o segmento de tecnologia registrava perda de 0,14%, após forte desvalorização nas ações de fabricantes de chips e semicondutores na véspera. Após uma tentativa de ataque surpresa do Irã a tropas americanas no Oriente Médio ontem à noite, o presidente americano dos EUA, Donald Trump, prometeu uma retaliação, reacendendo as tensões na região. Os preços do petróleo apresentaram firme queda no começo desta semana, após ambos os países suspenderem ataques ao longo do fim de semana, o que trouxe certo otimismo aos investidores de que ambos os lados poderiam retomar o cessar-fogo e chegar a uma resolução para o conflito. Os participantes do mercado também acompanham a decisão de juros do Fed nesta quarta-feira. O consenso é de que o banco central americano deve manter os juros inalterados, em uma votação dividida, e os investidores estarão atentos em busca de como os dirigentes estão analisando a retomada de tensões no Oriente Médio. No cenário corporativo, os investidores acompanham os resultados da Microsoft e da Meta após o pregão nesta quarta-feira, em busca de atualizações sobre os planos de gastos com inteligência artificial das "hyperscalers".