Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, grupo movimentou cerca de R$ 2 bilhões em sete anos e usava construtora em São José do Rio Preto para dar aparência lícita aos recursos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem e filho donos de construtora são presos em Rio Preto (SP) durante operação — Foto: Divulgação / Polícia Federal Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira, nove suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração do jogo do bicho e de máquinas de azar no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre janeiro de 2019 e março de 2026 e utilizava uma construtora sediada em São José do Rio Preto, no interior paulista, para inserir os recursos na economia formal. Batizada de Operação Conexão, a ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista, e teve como alvo endereços em São José do Rio Preto (SP), Guapimirim (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto. Entre os presos estão um empresário e seu filho, apontados como proprietários de uma construtora de fachada usada para movimentar e ocultar recursos vindos da exploração de jogos ilegais no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, quatro das prisões ocorreram em São José do Rio Preto. De acordo com o Ministério Público, os investigados atuavam como prestadores de serviços financeiros para operadores do jogo do bicho e do vídeo bingo. O esquema funcionava por meio de máquinas de pagamento por cartão instaladas em bancas de apostas, contas bancárias vinculadas a empresas de fachada e saques fracionados em espécie, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos valores. As apurações indicam que as contas bancárias examinadas registraram cerca de R$ 2 bilhões em créditos e débitos ao longo de sete anos. Desse montante, ao menos R$ 100 milhões teriam sido retirados em dinheiro vivo. Além das prisões e das buscas, a Justiça autorizou medidas cautelares patrimoniais que atingem 18 pessoas físicas e jurídicas. As determinações incluem o bloqueio de valores em contas bancárias, o sequestro de bens e ativos, a indisponibilidade de criptoativos e a restrição sobre veículos e imóveis, até o limite de aproximadamente R$ 2 bilhões. Segundo os investigadores, a organização operava em dois polos distintos: enquanto a arrecadação era feita no Rio de Janeiro, por meio da exploração do jogo do bicho e de máquinas de azar, a lavagem dos recursos ocorria em São José do Rio Preto, onde o dinheiro era convertido em patrimônio de aparência lícita, especialmente no setor da construção civil. Os suspeitos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Participaram da operação quatro promotores de Justiça e 88 policiais federais.
Operação prende empresários e mira esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho
Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, grupo movimentou cerca de R$ 2 bilhões em sete anos e usava construtora em São José do Rio Preto para dar aparência lícita aos recursos






