O FSB disse que as acusações formais contra Durov estão relacionadas à suposta falha do Telegram em remover conteúdos “utilizados por serviços especiais ucranianos e por organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, massacres e operações de fraude cibernética dentro da Federação Russa”. LEIA TAMBÉM Pouco depois, a conta oficial do Telegram na rede X publicou uma imagem de seu CEO fazendo um gesto obsceno com o dedo médio (veja abaixo). Tirando isso, nem Durov nem o app de mensagens haviam se pronunciado publicamente sobre a acusação do governo russo até a última atualização desta reportagem. Durov chegou a ser preso na França em agosto de 2024, porém ele foi solto poucos dias depois. Seu paradeiro atual é desconhecido. O Telegram, aplicativo de mensagens criptografadas fundado em 2013, afirma ter mais de 1 bilhão de usuários e é amplamente utilizado por ambos os lados da guerra entre Rússia e Ucrânia. Agora no g1 Nos últimos anos, o governo de Vladimir Putin tem feito investidas para restringir o uso do Telegram na Rússia e passou a promover seu próprio serviço de mensagens, o estatal Max. Ainda assim, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam publicando diariamente na plataforma. Durov, que nasceu na Rússia, mas atualmente possui passaportes dos Emirados Árabes Unidos e da França, fundou a rede social VKontakte —equivalente russo do Facebook— antes de vender sua participação restante em 2014, sob pressão das autoridades russas. Durov é investigado também por autoridades francesas, sob acusações de que o Telegram não combateu adequadamente atividades criminosas na plataforma e não cooperou de forma suficiente com pedidos das forças de segurança. Durov nega irregularidades. O anúncio russo ocorre após um jornal estatal russo ter informado, em fevereiro, que Durov estava sob investigação em um caso relacionado ao terrorismo. Em abril, Durov publicou no Telegram que uma intimação para o “Suspeito P.V. Durov” havia sido entregue a um apartamento na Rússia onde ele morava há 20 anos. “Eles devem estar suspeitando que eu defendo os artigos 29 e 23 da Constituição russa — que garantem a liberdade de expressão e o direito à correspondência privada. Orgulhoso de ser culpado!”, escreveu na ocasião. Uma publicação de 16 de maio em seu canal no Telegram indicava que ele estava em Dubai. Em 23 de julho, ele escreveu que estava “muito impressionado com a Geórgia” e que esperava “voltar muito em breve”.
Rússia acusa fundador do Telegram de facilitar 'terrorismo ucraniano' | G1
Acusações formais contra Pavel Durov na Rússia ocorrem em meio a investida do governo Putin contra o Telegram. Em resposta, conta oficial do app de mensagens publicou foto do CEO mostrando dedo do meio. Paradeiro atual de Durov é desconhecido.










