Em um enorme galpão industrial em Xiamen, no sudeste da China, estão os restos carbonizados e derretidos de um contêiner cheio de células de bateria atingido por uma descarga elétrica massiva para simular um raio.

O teste de alta tensão é apenas um dos muitos realizados em novos sistemas de bateria fabricados pela chinesa CATL, projetados para alimentar data centers de inteligência artificial e dar suporte a redes elétricas.

Diferentemente das baterias automotivas que a CATL fabrica há anos, esses sistemas precisam operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, sob todos os tipos de condições —daí os raios simulados.

Chen Xiaobo, que lidera o centro de pesquisa, disse ao Financial Times que, após "muitos anos" desenvolvendo células de lítio para carros, a empresa acredita que suas baterias agora podem ser integradas em "sistemas de escala muito maior".

A instalação da CATL em Xiamen simboliza a ambição do grupo chinês de ir além da fabricação de baterias de lítio de baixo custo, negócio que domina mundialmente.