Quem está na fila para renegociar dívidas bancárias terá mais um mês de prazo, apontou ministro O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai prorrogar até o dia 31 de agosto o programa Desenrola, de renegociação de dívidas para pessoas inadimplentes. O programa foi lançado em maio, mas com 90 dias de duração, portanto está próximo do prazo de encerramento. "A decisão que foi tomada hoje por mim e pelo presidente Lula é de prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece dia 31 de agosto, então temos um último mês para aquelas pessoas que estão na fila para renegociar suas dívidas com os bancos", afirmou Durigan a jornalistas na noite desta terça-feira (28). O ato prorrogando o programa será publicado até sexta-feira (31), disse. Ele afirmou que essa prorrogação será feita sem custos adicionais para o Tesouro Nacional, porque os recursos existentes para o programa serão suficientes para cobrir as famílias que ainda podem renegociar suas dívidas. "Isso [a prorrogação] não demandará novos aportes ao FGO [Fundo Garantidor de Operações], então sem custo adicional do ponto de vista fiscal. E as condições do programa se mantêm as mesmas do que foi originalmente [anunciado]", afirmou o ministro. Ele também disse que esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas para troca de carro ou moto possam resolver eventuais pendências que tenham os bancos. De acordo com o balanço apresentado pelo ministro, o Desenrola Inadimplentes já beneficiou mais de 9 milhões de pessoas. Dessas, 2,5 milhões renegociaram suas dívidas bancárias e pagaram à vista, tendo a sua condição de acesso a crédito restabelecida. Outras 1,6 milhão de pessoas renegociaram seus débitos e estão pagando parceladamente. E outras 5 milhões de pessoas tiveram suas dívidas perdoadas, sendo desnegativadas, porque tinham débitos de até R$ 100. "Acho que, com esse mês adicional, nós atingiremos um total de 10 milhões de pessoas beneficiadas", projetou Durigan. O Desenrola Inadimplentes tem descontos de 30% e 90%, a depender do tempo da dívida, podendo chegar a 99% no caso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). É elegível quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105). O teto de juros é de 1,99% ao mês, com parcelamento em até 48 vezes e valor máximo de R$ 15 mil na dívida original. É permitido que o trabalhador use até 20% do saldo ou até R$ 1 mil do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que for maior, para pagar parcial ou integralmente as dívidas. Além do Desenrola para inadimplentes, o governo lançou no fim de junho a versão do programa para trabalhadores informais que estejam adimplentes, com pagamento dos empréstimos atrasados em até 90 dias (e portanto ainda fora das métricas de inadimplência). O programa para adimplentes ainda está em vigor. O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil