Versão atual para as famílias se encerra em 3 de agosto e já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em lançamento de nova versão do Desenrola — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/29/06/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 19:55 Governo prorroga programa Desenrola Brasil para aliviar dívidas pessoais O governo brasileiro planeja estender o programa Desenrola Brasil por pelo menos mais 30 dias além de 3 de agosto. Desde maio, o programa renegociou R$ 22 bilhões em dívidas pessoais, reduzindo-as para R$ 4 bilhões após descontos. Enfrentando alta de endividamento familiar, o programa busca aliviar a pressão econômica e melhorar a popularidade presidencial, com propostas que incluem uso do FGTS e renegociações apoiadas pelo FGO. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo deve renovar a atual edição do programa Desenrola Brasil, que permite a renegociação de dívidas bancárias. O tamanho da extensão ainda estava sendo avaliado, mas a tendência, de acordo com um integrante da área econômica informou ao GLOBO, era de pelo menos mais 30 dias, embora esteja na mesa a possibilidade de um prazo, de dois meses, o que colocaria a vigência até muito próximo das eleições. O Desenrola 2.0, lançado em maio, está originalmente previsto para acabar no próximo dia 3 de agosto. Até o último dia 23, foram renegociados R$ 22 bilhões em dívidas, em um total de 3,6 milhões de operações. Após os descontos, o volume dessas dívidas caiu para cerca de R$ 4 bilhões. Esses números são na vertente do programa para dívidas de pessoas físicas no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 2 anos. Os participantes podem obter descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento. O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas, mas a opção está sendo pouco utilizada. Até o momento foram feitas 110 mil operações, com valor utilizado de apenas R$ 62,2 milhões. O Desenrola foi recriado em um contexto de alta do endividamento e elevado comprometimento de renda das famílias, que, na visão do governo, estava gerando outros riscos para a economia no médio e longo prazos – e vinha impactando negativamente a popularidade presidencial. A lógica do programa é que os bancos renegociem os débitos e abram uma nova dívida, menor para as famílias, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que reduz o risco de inadimplência para as instituições ao mesmo tempo que a médio prazo recupera a capacidade de consumo das famílias. Posteriormente, o governo criou uma versão do Desenrola para pessoas em dia com suas dívidas. Rejeitado pelos bancos privados, o programa ainda não decolou. Mesmo os bancos públicos não estariam tão agressivos nesse segmento quanto o governo gostaria, segundo um interlocutor disse ao GLOBO. Já na versão para as empresas, o programa já renegociou R$ 25 bilhões em dívidas, em um total de 200 mil operações. A grande maioria foi via Pronampe, com R$ 23,4 bilhões.