“Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência climática para a Argentina, que vem desde a Guerra das Malvinas e o governo Alfonsín. Se o Brasil está longe de romper relações com a Argentina, do lado da fundação ocorreu um ataque político ao nosso país e, enquanto não houver um pedido formal de desculpas, na área climática, a Argentina estará por sua conta e risco, em pleno início da atuação do fenômeno El Nino”, afirmou uma postagem nas redes sociais da fundação. Ao g1, o porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, informou que a entidade manteve convênios com todos os governos argentinos desde a Guerra das Malvinas e a gestão de Raúl Alfonsín, o primeiro presidente eleito democraticamente após a ditadura militar no país. Segundo ele, Javier Milei foi o único governante a não renovar o acordo. “Nós não procuramos os governos, esses convênios são totalmente isentos de ônus. Não tem custo para eles. Não somos nós que vamos atrás”, disse Santos. Agora no g1 De acordo com o porta-voz, os convênios são renovados a cada mudança de governo. Para isso, a nova gestão envia uma carta de intenções que formaliza o compromisso. O apoio oferecido pela fundação, segundo ele, não gera custos aos cofres públicos. “A fundação não faz previsão para esses governos, faz alteração do clima”, disse o porta-voz. Embora não haja cobrança financeira, a entidade afirma exigir dos governos uma contrapartida relacionada à preservação ambiental, como demonstração de compromisso com o equilíbrio ecológico. “Eles mandam relatórios dizendo que estão desassoreando os rios, plantando árvores, reflorestando. O que eles fazem é o que todo mundo deveria fazer”, disse Santos. Crise diplomática No domingo (26), em entrevista a uma rádio argentina, Milei também acusou o Brasil de liderar uma campanha anti-Argentina durante a Copa do Mundo. Já na segunda-feira (27), compartilhou em uma rede social publicações com críticas ao presidente Lula. A Fundação Cacique Cobra Coral afirma ter sido criada com o objetivo de intervir em desequilíbrios da natureza provocados pela ação humana. Atualmente, apenas uma pessoa é responsável por incorporar o espírito que dá nome à instituição: a médium Adelaide Scritori. Ela assumiu essa função após a morte de seu pai, Ângelo Scritori, fundador da entidade, falecido em 2002, aos 104 anos. Segundo a fundação, o espírito do Cacique Cobra Coral seria capaz de influenciar fenômenos climáticos. No Brasil, a instituição conta que já prestou apoio ao governo federal e a diferentes governos estaduais. Com sede em Guarulhos, todos os que trabalham na fundação atuam de maneira voluntária.
Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência do clima à Argentina | G1
A instituição interrompeu a assistência climática gratuita à Argentina após ataques de Javier Milei contra autoridades brasileiras e agora exige um pedido formal de desculpas do presidente.












