Cofundador e CEO do HOK Club, o empreendedor Cleverson Brandelero afirma que empresários já revisam a gestão de caixa, as estruturas societárias e as estratégias internacionais. Muitos já veem o Paraguai como um ativo estratégico Divulgação — Foto: Divulgação As mudanças previstas pela reforma tributária já começam a alterar o comportamento dos empresários brasileiros. Mais do que discutir alíquotas, cresce a preocupação com fluxo de caixa, estrutura societária e competitividade em um ambiente econômico cada vez mais exigente. A adoção do split payment, que prevê o recolhimento automático dos tributos no momento da transação, deve reduzir a disponibilidade imediata de caixa das empresas e exigir um novo nível de planejamento financeiro. Para o empreendedor e fundador da Inobram, com mais de 22 anos de experiência em gestão hands on, Cleverson Brandelero, afirma que esse movimento inaugura uma nova fase da administração empresarial. "O desafio deixou de ser apenas vender mais. Agora será necessário administrar liquidez, produtividade e crescimento com muito mais estratégia". Segundo ele, o tema passou a ocupar espaço central nas discussões promovidas pelo HOK Club, comunidade que reúne empresários para trocar experiências sobre gestão, inovação e tomada de decisões, além das iniciativas da Triava, smart money dedicada ao crescimento de negócios. Recentemente, Brandelero liderou uma experiência empresarial ao Paraguai com 38 empresários brasileiros para analisar modelos tributários, financeiros e societários capazes de ampliar o repertório estratégico das empresas diante do novo cenário. "O empresário que olhar apenas para dentro do próprio mercado corre o risco de tomar decisões atrasadas. Conhecer outros ambientes de negócios não significa deixar o Brasil, mas entender como construir empresas mais eficientes. O Paraguai tornou-se inevitável no cenário de expansão internacional". Para Brandelero, a reforma tributária representa muito mais do que uma mudança fiscal. "Ela marca uma transformação na forma de gerir empresas. Estratégia, velocidade de adaptação e visão internacional deixarão de ser diferenciais para se tornarem requisitos de competitividade".