Segundo um comunicado do Ministério do Interior, a liberação para que as pessoas comecem a voltar para suas residências passa a valer às 17h do horário local - 12h em Brasília. A mensagem, no entanto, não detalha quantos dos 75 mil desalojados pelas chamas serão atingidos pela medida. Em um ponto de controle da Guarda Civil no acesso ao município madrilense de Chapinería e em direção a Navas del Rey, duas das localidades evacuadas há alguns dias, formou-se rapidamente uma fila de veículos após o anúncio do fim da restrição, informou um jornalista da AFP no local. “Perdemos tudo”, lamentou à AFP María Ángeles Cañete, de 54 anos, que era proprietária do camping Pantano del Burguillo, em Ávila, ao lado do marido. Mulher limpa o que o fogo destruiu em sua propriedade em La Vall d'Uixo, na Espanha — Foto: JOSE JORDAN / AFP O anúncio se soma às notícias positivas das últimas horas em relação ao avanço da luta contra os devastadores incêndios que ainda não foram totalmente controlados. Mais cedo, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que o país "começa a ver luz no fim do túnel" na luta contra as chamas, que já consumiram quase 80 mil hectares de florestas. "Estamos de fato revertendo a situação e começamos a ver uma luz no fim do túnel na luta contra esses incêndios, tomando todas as precauções, especialmente durante os dias e horas complexos que virão", disse ele a repórteres, referindo-se à onda de calor prevista para chegar ao país nesta quarta-feira (29). Diretamente do centro de comando do combate às chamas, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, também falou a jornalistas e afirmou que os bombeiros correm contra o tempo para "seguir consolidando o incêndio e chegar à sua estabilização". A diminuição dos focos de incêndio já tinha levado à suspensão do confinamento de moradores do município de Vall D'Uixó, em Castellón, durante a manhã. Moradora de La Vilavella, província de Castellón, na Espanha, abraça voluntária — Foto: REUTERS/Eva Manez Na França, o grande incêndio que devastou 42 mil hectares no sudoeste do país, perto de Bordeaux, também foi "estabilizado", de acordo com as autoridades. Desde 22 de julho, 220 mil moradores foram obrigados a abandonar a região afetada pelo incêndio, o mais intenso desde 1949. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na segunda-feira que “as próximas semanas serão difíceis”.
Incêndios florestais na Europa: Espanha suspende ordens de evacuação | G1
Mais cedo, o primeiro-ministro espanhol disse que o país "começa a ver luz no fim do túnel" na luta contra as chamas, que já consumiram quase 80 mil hectares de florestas.











