No segundo colégio eleitoral do país, candidato mais competitivo hesita, e os demais são ignorados pelo eleitor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Patrus Ananias, Cleitinho Azevedo e Alexandre Kalil são candidatos ao governo de Minas Gerais — Foto: Kayo Magalhães/Waldemir Barreto/Amira Hissa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 10:45 Cenário Eleitoral de Minas Gerais: Indefinição Desafia Lula e Bolsonaro A pesquisa Genial/Quaest revela um cenário incerto na corrida eleitoral para o governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O candidato mais competitivo hesita, enquanto outros são ignorados. Essa indefinição afeta tanto a esquerda quanto a direita, refletindo-se na disputa presidencial. Lula e Bolsonaro veem Minas como crucial para vencer, mas enfrentam desafios locais, com eleitores indecisos e mudanças de candidatos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pesquisa Genial/Quaest em Minas Gerais mostrou um cenário no mínimo paradoxal no segundo maior colégio eleitoral do país: o candidato mais competitivo para o governo do Estado hesita em ir adiante, e os demais, inclusive o atual governador, têm suas postulações ainda ignoradas pelo eleitor. O cenário traduz o enorme grau de indefinição na corrida para o governo, que ainda não tem o grid definido em plena janela de realização das convenções partidárias e a poucas semanas do início oficial da campanha. A consequência disso vai além da disputa local, uma vez que Minas tem sido, ao longo das últimas décadas, o Estado-chave para definir a disputa presidencial. Tanto a esquerda quanto a direita patinam nessa indefinição. No campo lulista, o presidente teve de intervir pessoalmente para definir um candidato, depois das recusas de Rodrigo Pacheco e da petista Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, que preferiu disputar o Senado. O nome escolhido quase por eliminação, Patrus Ananias, largou até num patamar razoável diante da rejeição recente ao PT, agravada pela avaliação negativa do governo de Fernando Pimentel (2015-2018). À direita, o líder nas pesquisas espontânea e estimulada, tanto no primeiro quanto no segundo turno, o senador Cleitinho (Republicanos), deve anunciar a desistência em concorrer. Com sua saída, os votos bolsonaristas e da direita não-bolsonaristas ficam órfãos: os votos não vão para o governador Mateus Simões (PSD) nem para o nome do PL testado, o do presidente licenciado da FIEMG, Flavio Roscoe. A indefinição é tal que a pesquisa não chegou nem a captar o último ensaio de arranjo: a provável desistência de Cleitinho para apoiar Marcelo Aro, do PP, que não foi incluído em nenhum dos cenários pesquisados. Diante de tanta bagunça, o eleitor responde até aqui se mantendo alheio à eleição: na espontânea quase ninguém pontua, e nada menos que 65% dos entrevistados admitem mudar de voto para governador. Tanto para Lula quanto para Bolsonaro, vencer em Minas é crucial para ganhar a eleição. Lula venceu por pouco em 2022 e isso é considerado um dos fatores que garantiram sua prevalência diante de Jair Bolsonaro, também por pequena margem. Agora, o cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno também se explica pela incerteza no quadro local. O petista vai apostar nas entregas de governo, sobretudo nos programas sociais voltados para a região Norte do Estado, e Flávio espera se beneficiar da aliança com Nikolas Ferreira, hoje considerado o maior cabo eleitoral do Estado. Uma última peculiardidade mineira é a contingência de o ex-governador Romeu Zema, eleito como zebra em 2018 e reeleito com folga em 2022, ser o terceiro colocado "em casa", ainda que seu governo tenha melhorado na avaliação em relação ao levantamento anterior, de abril. Analisei esse quadro e também o da acirrada disputa em Pernambuco nesta terça-feira na CBN. Você ouve a análise abaixo.
Paradoxo mineiro desafia Lula e Flávio
No segundo colégio eleitoral do país, candidato mais competitivo hesita, e os demais são ignorados pelo eleitor







