Entre os eleitores de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 30% das intenções de voto no primeiro turno das eleições para a Presidência da República, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira. No estado, ele é seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 29%. A vantagem numérica, no entanto, configura empate técnico devido à margem de erro de três pontos percentuais. Desde 1955, todos os presidentes eleitos pelo voto direto venceram em Minas. O ex-governador do estado, Romeu Zema, que concorre ao Palácio Planalto pelo Novo, aparece com 12%. Para 54% dos mineiros, a escolha do voto para presidente já é definitiva, enquanto 45% dizem que ainda podem mudar. Ao todo, o levantamento realizou 1.482 entrevistas entre os dias 22 e 26 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Em um eventual segundo turno, Lula tem 38%, contra 35% de Flávio. Indecisos são 9%, e outros 18% afirmam que irão votar em branco, nulo ou não irão comparecer às urnas. Lula também aparece à frente de Caiado — 38% contra 30% — e Renan Santos — 39% contra 24%. A divergência entre esses cenários fica em uma disputa contra Zema. O ex-governador marca 39% em um eventual segundo turno contra Lula no estado. O petista, por sua vez, aparece com 37% das intenções de voto. Em Minas, Flávio é o mais rejeitado pelos eleitores, com 59%. Ele é seguido por Zema, com 53%, e Lula, com 51%. Disputa pelo Governo A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira também mostra que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue na liderança de todos os cenários de primeiro e segundo turno ao governo de Minas Gerais. O levantamento também testou pela primeira vez o nome do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), escolhido para encabeçar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. O governador Mateus Simões (PSD), por sua vez, escolhido como o nome à sucessão do ex-governador Romeu Zema (Novo), aparece numericamente na quarta posição, mesma situação da divulgação anterior, em abril. No cenário mais amplo de primeiro turno, com o maior número de candidatos, Cleitinho pontua 35%. Ele é seguido por Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, com 12%, e por Patrus, com 10%. Antes cotado para concorrer pelo PL, o empresário Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), marca somente 2%. Governo de Minas - 1° Turno - Cenário I Candidato Intenção de voto Cleitinho (Republicanos) 35% Alexandre Kalil (PDT) 12% Patrus Ananias (PT) 10% Mateus Simões (PSD) 6% Gabriel Azevedo (MDB) 4% Ben Mendes (Missão) 2% Flávio Roscoe (PL) 2% Maria da Consolação (PSOL) 1% Indecisos 15% Branco/Nulo/Não vai votar 13% Em um eventual primeiro turno sem a presença de Cleitinho — que ainda não confirmou oficialmente sua pré-candidatura —, a liderança é herdada por Kalil, com 15%. Nesse cenário, ele também é seguido por Patrus, com 13%, o que configura empate técnico. O número de indecisos, nesse caso, salta para 27%. Governo de MG - 1° Turno - Cenário mais amplo sem Cleitinho Candidato Intenção de voto Alexandre Kalil (PDT) 15% Patrus Ananias (PT) 13% Mateus Simões (PSD) 9% Gabriel Azevedo (MDB) 6% Flávio Roscoe (PL) 4% Ben Mendes (Missão) 2% Maria da Consolação (PSOL) 1% Indecisos 27% Branco/Nulo/Não vai votar 23% Em um eventual segundo turno, Cleitinho varia entre 44% e 46%. Na disputa com Kalil, ele aparece com 44%, contra 29% do adversário. Sua maior vantagem, quando chega a 46%, é contra Simões, que pontua apenas 15%. Já a menor vantagem, até o momento, seria contra o candidato do PT. Enquanto Cleitinho marca 46%, Patrus aparece com 31% das intenções de voto. Cleitinho x Kalil: Cleitinho Azevedo (Republicanos): 44%Alexandre Kalil (PDT): 29%Indecisos: 15%Branco/Nulo/Não vai votar: 12% Corrida eleitoral A organização da direita no estado segue em aberto em função da indefinição de Cleitinho. No último final de semana, ele optou por não comparecer à convenção estadual do Republicanos, realizada uma semana após o falecimento do irmão mais novo, Matheus Azevedo. Como mostrou o GLOBO, interlocutores do partido avaliam que o parlamentar deve abrir mão de ser candidato e que a sigla tende a apoiar Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Minas, na disputa pelo comando do estado. Disputa pelo Senado Antes, Aro era cotado para concorrer ao Senado na chapa de reeleição do atual governador, Matheus Simões (PSD), escolhido como sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo). A pesquisa Quaest mostrou que, para a vaga, ele contabiliza entre 10% e 12% das intenções de voto, a depender do cenário. Nas últimas semanas, no entanto, o ex-secretário passou a ser considerado para disputar o governo após resistir à hipótese de dividir a chapa com o senador Carlos Viana (PSD), que buscará a reeleição e tem 11% no levantamento. A liderança para o Senado, segundo a Genial/Quaest, fica com Marília Campos, do PT, ex-prefeita de Contagem. Ela tem 18%, seguida pelo deputado federal Aécio Neves, do PSDB, com 16%. Na divulgação anterior, em abril, ela tinha 19%, enquanto o tucano marcava 11%. Além de Patrus e Marília, o vice da chapa, por sua vez, será indicado pelo PSB, que considera entregar a vaga ao empresário Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e filho do ex-vice-presidente José Alencar, ou a Jarbas Soares, ex-procurador de Justiça de Minas.