Adversários estão empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidatos a presidente: Lula, Flávio, Caiado, Renan Santos, Cury e Zema — Foto: Montagem de fotos Divulgada nesta sexta-feira, a nova pesquisa do Datafolha mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República, com os candidatos marcando 39% e 35%, respectivamente. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Em relação à última pesquisa, tanto Lula quanto Flávio variaram positivamente, mas dentro da margem de erro. O escritor Augusto Cury aparece numericamente em terceiro lugar, com 6% das intenções de voto. O novo levantamento mostra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. Em seguida, aparecem Renan Santos (Missão), com 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 2%. Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Samara (UP) aparecem com 1%. Votos brancos ou nulos chegam a 6%, enquanto outros 4% são de indecisos. Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista marca 46% das intenções de voto contra 44% do senador fluminense. Ambos estão, portanto, empatados tecnicamente também nesse cenário. Nesse caso, 8% declaram voto branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. As intenções de voto dos adversários são as mesmas da última pesquisa do Datafolha. O levantamento foi encomendado pela "Folha de S. Paulo" e pela TV Globo. Foram ouvidos 2.002 eleitores entre terça-feira e quinta-feira, em 125 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026. Essa é a primeira pesquisa do instituto após o aprofundamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado na semana passada com a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O levantamento teve ínicio no dia em que o ministro André Mendonça tomou a decisão de afastar o diretor da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues. Mendonça alegou que o objetivo da medida era garantir que os ministros do STF e o advogado-geral da União, Jorge Messias “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. Mendonça disse que era monitorado há mais de 30 dias pela PF. Na quarta-feira, uma nova decisão do ministro Flávio Dino restituiu o delegado ao cargo. Horas depois, o presidente do STF Edson Fachin optou por suspender as duas decisões, mantendo Rodrigues no posto. Fachin afirmou que as decisões contraditórias de Dino e Mendonça criaram um “inconciliável conflito de posições judiciais”, fazendo necessário que a controvérsia fosse tratada pela presidência da Corte. A pesquisa foi concluída na quinta-feira, antes, portanto, do ministro André Mendonça atender a um pedido de Fachin e levantar o sigilo de processos referentes ao caso Master.