Dá para reconhecer de longe uma Louis Vuitton carregada a tiracolo, uma Birkin pendurada no braço ou uma Chanel ajustada ao ombro. Para as mulheres, bolsas de luxo são símbolos de poder há décadas.
Com preços na casa das dezenas de milhares de reais, elas denotam riqueza —carregar dentro objetos como o celular, a carteira e o batom é só um bônus, já que o que importa mesmo é exibir o acessório nos eventos sociais.
Visitante em frente a fotografias no estande da fabricante suíça de relógios de luxo Rolex durante o dia de abertura da feira de relógios de luxo 'Watches and Wonders Geneva', em Genebra, na Suíça - Fabrice Coffrini/AFP
Para os homens, bolsas também podem conferir status, como mostrou o atacante da Noruega Erling Haaland, que viralizou durante a Copa do Mundo com sua coleção de peças Hermès raras. Mas o universo masculino parece preferir ícones de sucesso tão ou mais caros que bolsas, porém mais discretos —às vezes tão sutis que mal se veem, escondidos sob a manga da camisa—, como os relógios de luxo.
Numa noite de junho, um grupo de aficionados se reuniu num restaurante de São Paulo para beber vinho e testar nos próprios pulsos algumas novidades da relojoaria. Os objetos de desejo, a partir dos R$ 2.000, eram relógios automáticos, que funcionam com mecanismo a corda. Modelos a bateria não eram sequer mencionados e a frase "smartwatch não é relógio", em referência aos aparelhos que monitoram a saúde, entre outras funções, estava na ponta da língua de todos.








