Setor onde participação brasileira é relevante têm milhares de vagas para preencher e captação de estrangeiros é essencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guindastes de construção sobressaem na paisagem do centro do Porto — Foto: Liosha Shyp/Unsplash/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 06:41 Portugal Enfrenta Falta de Mão de Obra na Construção com Poucos Brasileiros Portugal enfrenta escassez de mão de obra no setor da construção, onde a participação de brasileiros é significativa. Segundo Ricardo Gomes, da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, trabalhadores estrangeiros são cruciais para preencher as 80 mil vagas existentes. O mecanismo "via verde" facilita a imigração, mas, até agora, apenas 4,6 mil trabalhadores foram contratados, sendo poucos brasileiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, Ricardo Gomes, disse ao Portugal Giro que o país precisa de mais trabalhadores e os estrangeiros são essenciais: — O setor continua a necessitar de mais trabalhadores (...) O recurso a trabalhadores estrangeiros continuará a ser essencial. Em respostas enviadas por e-mail, o dirigente informou o número, ainda muito baixo, de brasileiros contratados pela via verde de imigração. — O que é possível afirmar é que os trabalhadores brasileiros (de modo geral) constituem uma comunidade relevante na construção em Portugal — disse ele. Uma pesquisa da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas feita em 2025 revelou que a maioria das empresas considera a mão de obra escassa o maior problema do setor. A via verde é um mecanismo do governo para responder aos pedidos de rapidez para contratar imigrantes. Em um ano, o total de 4,6 mil trabalhadores no geral ainda é pequeno diante da falta de mão de obra. Não chega a cobrir 10% do rombo, que seria de 80 mil vagas. Ricardo Gomes responde Portugal Giro: Quantos trabalhadores brasileiros foram recrutados ao abrigo da via verde? — O Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada (PCMLR) não estabelece qualquer discriminação por nacionalidade, destinando-se a facilitar o recrutamento de trabalhadores de países terceiros, em função das necessidades efetivas das empresas. Foram submetidos 454 processos, correspondentes a 4.646 trabalhadores, dos quais 34 processos dizem respeito a trabalhadores do Brasil. Portugal Giro: Dos cerca de 100 mil trabalhadores estrangeiros no setor, quantos são brasileiros? — A associação não dispõe de informação estatística oficial que permita identificar, com rigor, a distribuição dos trabalhadores estrangeiros por nacionalidade no setor da construção. Essa informação compete às entidades públicas responsáveis pela produção de estatísticas oficiais. O que é possível afirmar é que os trabalhadores brasileiros constituem uma comunidade relevante na construção em Portugal, a par de trabalhadores provenientes de países como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Marrocos, Bangladesh ou Colômbia, entre outros. Portugal Giro: A mão de obra existente é suficiente ou é necessário continuar a recrutar trabalhadores estrangeiros? — A resposta é clara: o setor continua a necessitar de mais trabalhadores. A construção enfrenta há vários anos um défice estrutural de mão de obra, agravado pelo envelhecimento da força de trabalho, pela reduzida entrada de jovens na atividade e pelo elevado volume de investimento público e privado atualmente em execução nas áreas da habitação, infraestruturas e equipamentos. A prioridade da associação continua a ser a valorização da profissão, o reforço da formação profissional e a atração de trabalhadores nacionais. Contudo, a realidade demonstra que estas medidas, sendo indispensáveis, não são suficientes para responder às necessidades imediatas das empresas. O recurso a trabalhadores estrangeiros continuará a ser essencial, devendo ocorrer através de mecanismos legais, organizados e regulados, como o protocolo (via verde), que garantem o recrutamento responsável, a integração dos trabalhadores e a salvaguarda dos seus direitos. A associação defende que Portugal deve continuar a dispor de instrumentos que permitam responder às necessidades das empresas, assegurando uma imigração regulada, qualificada e compatível com as necessidades da economia.