O tempo nublado cancelou a cerimônia oficial de comemoração do "beijo das aduelas", a união das duas extremidades da ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, que ocorreria na quinta-feira (23).
Mesmo assim, sob temperatura de 10ºC, autoridades dos dois países se reuniram no ponto exato de conexão da estrutura de 1.294 m de extensão sobre o rio Paraguai.
A celebração informal marcou o avanço simbólico da Rota Bioceânica, que promete reduzir em até 17 dias o caminho das exportações brasileiras até os mercados asiáticos, pelo oceano Pacífico. Na prática, olhando para as duas extremidades da Ponte Internacional da Integração, o que se nota é o descompasso da obra.
Ponte Bioceânica em Porto Murtinho, no rio Paraguai, Mato Grosso do Sul - Reprodução /Prefeitura de Porto Murtinho no Facebook
No lado brasileiro, ainda falta o acesso de 13,1 quilômetros da BR-267 até a ponte, obra que depende de cerca de R$ 250 milhões para ser concluída, verba que não consta no Orçamento. No outro extremo, a pavimentação dos 3,8 quilômetros até a rodovia PY-15 está em execução.









