Entidade planeja exibir momento exato do passe em animação nas transmissões por mais transparência depois de críticas em gol anulado do Flamengo contra São Paulo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Impedimento semiautomático em ação no jogo entre Flamengo e São Paulo — Foto: Reprodução/Premiere RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 21:32 CBF avalia estreia do impedimento semiautomático e planeja ajustes em transmissões A CBF avaliou positivamente a estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro, mas planeja ajustes após críticas ao não mostrar o exato momento do passe em transmissões. A tecnologia, que visa maior precisão e agilidade, foi usada em cinco ocasiões, incluindo o polêmico gol anulado do Flamengo contra o São Paulo. A CBF busca mais transparência, mas ainda não definiu prazo para mudanças. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O impedimento semiautomático fez sua estreia no Campeonato Brasileiro neste fim de semana e bastou uma rodada para que a nova tecnologia gerasse questionamentos e fizesse a CBF projetar ajustes para curto prazo. O caso mais comentado foi o gol anulado do Flamengo no empate em 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã. A jogada aconteceu nos minutos finais da partida, quando Samuel Lino marcou para o Flamengo, mas o gol foi invalidado após o sistema identificar que Wallace Yan estava em posição de impedimento no início da jogada por um "biquinho" da chuteira. Nas redes sociais, torcedores questionaram a não exibição, na transmissão, da imagem que mostra o momento exato do passe. Segundo o Uol, a CBF trabalha para que o instante do passe também seja mostrado na animação, com o intuito de dar mais transparência ao processo e reduzir desconfianças sobre a marcação. Por questões técnicas, porém, a entidade ainda não estabelece um prazo para que a mudança seja implementada. Em um comunicado onde fez um balanço positivo da estreia da tecnologia, a CBF exibiu uma tela de um jogo-teste do impedimento semiautomático onde mostra que "os pontos vermelhos na base do vídeo indicam os frames em que há o contato com a bola". Em tela de jogo-teste CBF explica que quadrado vermelho com estrela, na parte inferior do vídeo, indica o ponto de contato do jogador com a bola — Foto: Divulgação No texto, a entidade fez ressaltou que o sistema foi utilizado em cinco oportunidades, com tempo médio de checagem de 47 segundos. No sábado, a tecnologia entrou em ação na partida Santos x Chapecoense após o gol de empate do time catarinense, marcado por Marcinho, numa operação de 48 segundos. No domingo, foi acionada em duas oportunidades na partida Flamengo x São Paulo, em uma ocasião no jogo Bahia x Corinthians e em outra em Remo x Vitória. Segundo a entidade, no Maracanã, o gol do São Paulo foi checado em 33 segundos e o gol do Flamengo foi anulado em 64 segundos. Na Fonte Nova, o gol de empate do Bahia foi anulado em 32 segundos, e no Mangueirão o segundo gol do Remo foi confirmado em 62 segundos. — O primeiro fim de semana de utilização oficial do impedimento semiautomático foi extremamente positivo e confirmou que estamos no caminho certo. A tecnologia entregou aquilo que esperávamos: mais agilidade, precisão e segurança nas decisões, reduzindo significativamente o tempo de análise dos lances e proporcionando maior fluidez às partidas — afirmou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF. Como funciona o impedimento semiautomático da CBF A entidade respondeu a outros questionamentos surgidos após a rodada. Segundo a CBF, o sistema utilizado no Brasil opera com câmeras que capturam imagens a 100 quadros por segundo e identifica automaticamente o exato instante do último contato do jogador com a bola, conhecido como kick point. O software também reconhece automaticamente os atletas envolvidos na jogada, define os pontos de referência de cada um e gera o resultado da análise de impedimento, sem interferência humana nessa etapa. Impedimento semiautomático no Brasileirão. Jogo Fortaleza e Atletico Paranaense pela 2ª divisão — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo A confederação também explicou que o caráter "semiautomático" da tecnologia está apenas na validação final feita pela equipe do VAR. Os árbitros de vídeo não redesenham linhas nem recalculam posições dos jogadores, limitando-se a confirmar o resultado produzido pelo sistema. Apenas em situações excepcionais — como jogadores sobrepostos ou lances que exijam interpretação — o operador pode avançar ou retroceder um quadro para confirmar o momento exato do passe. A CBF afirmou que nenhuma dessas situações ocorreu na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. A tecnologia emprega entre 28 e 32 câmeras dedicadas em cada estádio, além de cinco servidores locais. As imagens são enviadas em tempo real para a Central de Operações do VAR, no Rio de Janeiro, onde o sistema processa os dados e gera a reconstrução tridimensional dos lances exibida posteriormente nas transmissões e nos telões dos estádios. Segundo a CBF, o objetivo é reduzir o tempo das revisões, aumentar a precisão das decisões e tornar o processo mais transparente. Equipamento de impedimento semiautomático na Neo Quimica Arena, estádio do Corinthians — Foto: Divulgação / Corinthians