Ferramenta começará a ser utilizada na competição nas partidas das 18h30, entre Athletico-PR x Internacional, e Santos x Chapecoense 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Integração entre VAR e impedimento semiautomático fez parte da reta final de implementação pela CBF — Foto: Fábio Souza/ CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 13:02 Campeonato Brasileiro adota tecnologia de impedimento semiautomático O Campeonato Brasileiro estreia o impedimento semiautomático, tecnologia que rastreia jogadores e bola em tempo real com até 32 câmeras de alta definição, aumentando a rapidez e precisão das decisões de arbitragem. Apesar de automatizar partes do processo, a decisão final cabe aos árbitros do VAR. A ferramenta promete reduzir em 33% o tempo de revisão, mas em caso de falha, o VAR humano assume. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Prestes a estrear no Campeonato Brasileiro — a partida inaugural será já neste sábado, com os jogos das 18h30 —, o impedimento semiautomático ainda é motivo de dúvidas de torcedores no Brasil. Por isso, o GLOBO preparou um "perguntas e respostas" para solucionar alguns questionamentos em relação à ferramenta. Afinal, este será um processo de adaptação de todos os envolvidos: árbitros, clubes, transmissão e público em geral. Como funciona o sistema do impedimento semiautomático? O impedimento semiautomático funciona com um software que rastreia os jogadores em campo e a bola em tempo real. Entre 28 e 32 câmeras de celulares de última geração foram espalhadas nos estádios contemplados para que isso possa ser feito. São captados 100 quadros por segundo para que a tecnologia analise o movimento da bola e faça o mapeamento dos atletas. Por que ele é apenas semiautomático? Ainda que seja todo trabalhado de forma digital, o impedimento semiautomático é visto como uma ferramenta de apoio para automatizar etapas entendidas como essenciais no processo de revisão de impedimentos realizado pelo VAR. A tecnologia vai, de forma automática, identificar os jogadores de ataque e de defesa mais próximos, recomendar o ponto do último contato com a bola e traçar as linhas de impedimento para que seja gerada uma animação de visualização da decisão. O nome é “semiautomático” porque, após o trabalho da tecnologia, tudo será validado pela equipe presente no VAR. Ou seja, a decisão final será sempre humana. Quem determina o momento do passe? De forma automática, a tecnologia identifica os jogadores de ataque e de defesa mais próximos, recomenda o ponto do último contato com a bola e traça as linhas de impedimento para que seja gerada uma animação de visualização da decisão. Existe chip na bola? Isso depende do campeonato. A utilização de chip na bola para o impedimento semiautomático varia de acordo com a tecnologia contratada. Na Copa do Mundo, por exemplo, havia um chip interno na bola. No Campeonato Brasileiro, porém, a ferramenta funcionará sem o chip. Quais lances ainda dependem da interpretação humana? Todos os lances analisados pela ferramenta do impedimento semiautomático terão a decisão final feita por árbitros presentes na sala do VAR, que posteriormente comunicarão a conclusão ao juíz da partida. Como a imagem será exibida na televisão? Depois que a tecnologia identificar os jogadores de ataque e de defesa mais próximos, recomendar o ponto do último contato com a bola e traçar as linhas de impedimento, será gerada uma animação de visualização da decisão final. Uma espécie de barreira transparente digital irá destacar se o posicionamento caracteriza impedimento ou não. Quanto tempo a tecnologia pode economizar? Desenvolvido para aumentar a velocidade, a consistência e a transparência nas ações da arbitragem, o impedimento semiautomático é operado pela mesma empresa que forneceu o serviço para a CBF nas principais ligas da Inglaterra, do México e da Bélgica. São 65 estádios ao redor do mundo com a tecnologia, com 6.903 decisões processadas até aqui. Nos países citados, houve redução média de 33% no tempo de definição em relação às linhas tradicionais traçadas pelo VAR humano. Basicamente, a decisão fica um terço mais rápida. E se a tecnologia falhar? Caso haja uma falha da tecnologia antes ou logo no início das partidas, o procedimento tomado pela arbitragem será o de avisar aos capitães e aos técnicos da partida que as linhas de um possível impedimento serão traçadas pelo VAR humano. Se as falhas forem no momento de um lance específico, a empresa que opera a ferramenta avisará aos árbitros que será necessária a utilização do VAR humano, e posteriormente isso será anunciado para jogadores, treinadores, torcedores no estádio e telespectadores nas transmissões da televisão.