Resultado foi impulsionado por pós-pago, fibra e serviços digitais Loja da Vivo no Shopping Ibirapuera, em São Paulo — Foto: Divulgação/Vivo A Telefônica Brasil, dona da Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, alta de 17% em base anual. Entre abril e junho, a receita líquida da operadora somou R$ 15,8 bilhões, crescimento de 7,6%, influenciado pelo avanço dos negócios de telefonia móvel pós-paga e banda larga via fibra óptica, além da expansão dos serviços digitais. Confira os resultados e indicadores da Telefônica Brasil e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 6,6 bilhões, aumento de 10,9%, enquanto a margem deste indicador alcançou o patamar de 41,8%, ficando 1,3 ponto percentual acima do registrado um ano antes. “Se olharmos um pouco o ganho líquido [de clientes] que estou tendo de pós-pago, no segundo trimestre de 2026, tive 786 mil clientes. É 14% acima do que eu tive no mesmo trimestre do ano passado”, comparou o diretor-presidente da Telefônica Brasil, Christian Gebara, em entrevista ao Valor. Adições líquidas são a diferença entre adesões e cancelamentos de um serviço. Dentro da receita líquida, o faturamento com serviços de telefonia móvel cresceu 6,6%, para R$ 10,6 bilhões, no segundo trimestre. Considerando apenas as receitas provenientes do serviço pós-pago (R$ 8,9 bilhões), o ritmo de expansão foi ainda mais acelerado (7,9%). Já o faturamento do negócio de fibra aumentou 10,7% entre abril e junho, para R$ 2,1 bilhões. A base clientes de banda larga fixa via fibra terminou junho em 8,2 milhões de residências e empresas conectadas, o que representa um avanço de 11,3% na comparação com igual período do ano anterior. No segmento corporativo (B2B), a receita foi de R$ 5,5 bilhões no período de 12 meses terminado em junho, alta de 14,9%. A vertente de negócios, que engloba serviços de computação em nuvem, cibersegurança, Internet das Coisas (IoT) e tecnologia da informação, entre outros, representa 8,8% do faturamento da Vivo em 12 meses. Os custos totais, sem considerar depreciação e amortização, somaram R$ 9,2 bilhões no segundo trimestre. Apesar do incremento anual de 5,3%, o percentual é 1,2 ponto percentual menor quando comparado ao primeiro trimestre de 2026. “Tenho R$ 9,2 bilhões de custo de opex [despesas operacionais]. Quase R$ 3 bilhões, um terço mais ou menos, é custo de produto e serviço vendido, que cresceu a 10,2%. Os outros dois terços são custo de operações. Esses cresceram 3,2%”, detalhou Gebara. O executivo explicou ainda que a inadimplência — a provisão de não pagadores sobre a receita bruta, que no trimestre passado aumentou por conta de um cliente específico B2B — recuou entre abril e junho. “Esse número voltou a 1,8%. Tinha subido um pouquinho, chegado próximo a 2% e a gente volta a 1,8%. Então, melhoramos a qualidade do [...] custo da provisão de inadimplência”, acrescentou. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 4 bilhões no segundo trimestre, evoluindo 14,3%. A margem foi de 25,3%. Em termos de remuneração aos acionistas, a companhia desembolsou entre janeiro e julho R$ 7 bilhões. Desse total, R$ 3 bilhões foram distribuídos como juros sobre capital próprio (declarados em 2025) e R$ 4 bilhões a título de redução de capital, superando em 31,6% a remuneração paga no mesmo período de 2025. Além disso, neste ano a Vivo declarou R$ 2,2 bilhões em juros sobre capital próprio. Venda de cobre e imóveis A Telefônica Brasil vai acelerar no terceiro e quarto trimestres deste ano a comercialização de imóveis e cabos de cobre que faziam parte da concessão de telefonia fixa da companhia, informou Gebara. Entre abril e junho, a empresa vendeu R$ 202 milhões em infraestrutura de cobre, mais que o dobro do registrado nos primeiros três meses deste ano (R$ 90 milhões). Em 2026, ainda não foram vendidos imóveis oriundos da concessão. “Acredito que a partir do terceiro, quarto trimestre, vai começar a surgir [um processo de venda de imóveis]”, disse o executivo. A migração da Telefônica do regime de concessão na telefonia fixa para o de autorização, que possui menos obrigações regulatórias, foi formalizada em 2025. Na semana passada, a Telefônica iniciou um processo para vender 47 imóveis localizados no Estado de São Paulo, avaliados em aproximadamente R$ 600 milhões. São imóveis com terrenos cuja metragem varia de 500 m² a 10 mil m². A maior parte deles — 80% do portfólio — está situada na capital paulista. A comercialização será feita de forma fracionada, por meio de vendas diretas ou processos concorrenciais, de acordo com as necessidades operacionais da companhia, o estágio de comercialização de cada ativo e as condições de mercado vigentes no momento de cada transação. A Vivo está conduzindo o processo de comercialização com o apoio da Cushman & Wakefield, empresa global voltada para o mercado imobiliário corporativo. Desde abril do ano passado, foram arrecadados R$ 207 milhões com vendas de imóveis e R$ 421 milhões com cobre. Gebara lembra que a venda de cobre entre abril e junho deste ano foi a maior num trimestre até agora e deve se acelerar no restante de 2026. No total, a Telefônica estima que a venda de cobre renda R$ 3 bilhões e a de imóveis, R$ 1,5 bilhão até 2028.
Telefônica Brasil lucra R$ 1,6 bilhão no 2ª tri, alta de 17% em base anual
Resultado foi impulsionado por pós-pago, fibra e serviços digitais









