Operadora vendeu R$ 1 bi em aparelhos e eletrônicos no 2º tri Christian Gebara, presidente da Vivo — Foto: Silvia Costanti / Valor Dona da Vivo, a Telefônica Brasil pretende se consolidar como varejista no segmento de eletrônicos e ainda vê espaço para crescer neste mercado, disse o diretor-presidente da operadora, Christian Gebara, ao Valor. No segundo trimestre deste ano, a receita com aparelhos e outros eletrônicos aumentou 27,8% na comparação com igual período de 2025, totalizando R$ 1 bilhão. Confira os resultados e indicadores da Telefônica Brasil e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Estamos nos preparando cada vez mais para ser um varejista [...]. Não acho que tenha um teto [para isso]”, opinou. Entre unidades próprias e franquias, a Vivo tem cerca de 1.800 lojas físicas espalhadas pelo país. “O grande desafio é o seguinte: ter 1.800 lojas e criar essa recorrência na visita do cliente a nossas unidades. [...] Preciso criar outros atrativos para que a loja seja esse ponto de visita do meu cliente”, disse o executivo. “Se você enxergar também as diferenças que existem nos tamanhos das cidades do Brasil inteiro, das cidades pequenas, a Vivo é o ponto de tecnologia da cidade na ausência de qualquer outro varejista de relevância.” De acordo com a operadora, os smartphones compatíveis com a tecnologia 5G responderam por 98,8% das vendas de aparelhos no segundo trimestre. Penetração do serviço de banda larga fixa A Telefônica Brasil quer ampliar a penetração do seu serviço de banda larga fixa via fibra óptica do patamar registrado em junho, de 25,6%, para pelo menos 30%, disse Gebara. A taxa de penetração é medida pela quantidade de domicílios conectados à rede da operadora sobre o total de “casas passadas” (aquelas onde chega a fibra da companhia e, consequentemente, o serviço pode ser contratado). Considerando o país todo, o mercado potencial de banda larga fixa ainda é amplo. “Tenho 32 milhões de domicílios passados. Podem existir aqui [no Brasil] 60 milhões de domicílios com aptidão para comprar fibra. Eu não vou chegar nos 60 [milhões], mas por que não chegar a 45 [milhões]?”, questionou o executivo. “Para chegar nesse número, talvez vou demorar seis anos. [...] Leva um tempo, se eu mantiver o ritmo de crescimento, talvez um período muito longo. Então, a aquisição de alguém poderia acelerar esse processo”, acrescentou Gebara. Apesar do interesse em adquirir provedores como forma de acelerar o crescimento da Vivo, o diretor-presidente ressalta que a sobreposição de redes de fibra é um fator que pode diminuir a atratividade do negócio. “Quanto mais rede eu construo, mais sobreposição eu tenho e menos valor eu vejo [na aquisição de um provedor]’, explicou Gebara. No segundo trimestre deste ano, os investimentos da operadora somaram R$ 2,6 bilhões, um incremento de 6,1% na comparação com igual período de 2025. A maior parte desses recursos continuou a ser destinada ao fortalecimento da infraestrutura móvel e fixa.
Telefônica Brasil quer se consolidar como varejista no segmento de eletrônicos, diz comando
Operadora vendeu R$ 1 bi em aparelhos e eletrônicos no 2º tri
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