Confiança de famílias foi quebrada em 'escala quase industrial', segundo foi dito no tribunal; Robert Bush declarou-se culpado em abril 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Robert Bush, diretor funerário condenado por fraudar e enganar famílias enlutadas, chega ao lado de fora do Tribunal da Coroa de Hull (Hull Crown Court), na região de Lowgate, na Inglaterra — Foto: Darren Staples / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 16:54 Diretor de funerária em Hull confessa crimes e causa indignação Robert Bush, diretor de uma funerária em Hull, Inglaterra, enfrenta julgamento por armazenar corpos e entregar cinzas erradas a famílias enlutadas. Ele se declarou culpado em abril por 67 acusações, incluindo impedir enterros dignos e roubo de doações a instituições de caridade. As investigações revelaram 31 corpos não cremados e cinzas de mais de cem mortos. O caso chocou famílias e expôs a necessidade de regulamentação no setor funerário. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O diretor de uma funerária está respondendo por armazenar corpos em vez de cremá-los e entregar cinzas de desconhecidos a familiares. O julgamento teve início nesta segunda-feira (27) em Hull, norte da Inglaterra. Robert Bush, de 48 anos, se declarou culpado em abril pelos fatos, que se prolongaram por 12 anos. As investigações tiveram início a partir de uma denúncia, o que levou a uma operação que encontrou 31 corpos em uma câmara frigorífica, que deveriam ter sido cremados vários meses antes, além das cinzas de mais de cem mortos. Os agentes estiveram na funerária Legacy Independent Funeral Directors, em Hull, em março de 2024. Durante o julgamento, no tribunal foi dito que Bush violou a confiança das famílias enlutadas "em uma escala quase industrial". Em abril, Bush se declarou culpado por 67 delitos, incluindo 30 acusações de impedir um enterro digno e legal, e roubo de 12 instituições de caridade. Sobre este último, o investigado se apropriaria de doações entregues por famílias às organizações. Respondendo em liberdade após pagamento de fiança, Bush chegou ao tribunal com o rosto coberto por um boné de beisebol e um cachecol. Durante o julgamento, famílias cujos corpos de entes próximos foram encontrados na funerária deram relatos emocionantes sobre o que representou a descoberta desses crimes. Todos destacaram não só terem se sentido enganados como desapontados em um momento de vulnerabilidade. Uma das vítimas que prestou seu testemunho foi Christina George sobre a despedida do irmão pescador, Raymond Dagnall. Acreditando que havia recebido suas cinzas, ela as espalhou no porto de Bridlington, conforme seu desejo. Com a descoberta do caso na funerária, o corpo dele foi um dos encontrados. Segundo Christina, seu irmão foi "deixado em um suporte, vestindo uma bata hospitalar suja e ainda com tubos hospitalares em seu corpo", segundo relato da BCC, que acompanha o julgamento. Ela relatou ter se sentido mal com a descoberta. Jasmine Beverley, mãe de um natimorto cujo corpo foi encontrado dois anos depois, havia considerado Bush "encantador" e "muito respeitoso" quando lhe confiou a cremação de seu bebê. — Foi um choque descobrir o que realmente estava acontecendo — declarou à BBC, relatando que os restos de seu filho, Sunny, estavam em um saco marrom colocado no chão. O diretor da funerária admitiu que entregou a quatro mulheres cinzas que não pertenciam a seus filhos, falecidos durante a gestação. As famílias dos afetados agora fazem campanha para a regulamentação do setor. A polícia de Humberside encontrou vários corpos descobertos e em diferentes estágios de decomposição, armazenados em prateleiras em ambos os lados da sala. Equipes precisaram fazer a identificação desses corpos por meio de registros dentários, exame de DNA ou impressões digitais. A descoberta e a motivação Em 2024, enquanto estava em viagem aos Estados Unidos, Robert Bush pediu a dois agentes funerários de outra empresa que removessem um corpo de um lar de idosos, e, ao mesmo tempo, pediu a um de seus trabalhadores temporário que não aceitasse novos corpos. Ao pressionar o homem, identificado como Patrick Moore, os agentes descobriram que corpos eram mantidos há anos e sem qualquer justificativa e cuidado. A denúncia foi feita a policiais que estavam numa viatura vista por esses agentes funerários. Após busca e apreensão confirmar os corpos no local, alguns há cerca de dois anos, Bush foi preso em seu retorno ao país, ao desembarcar no aeroporto de Heathrow, dias depois. A justificativa de Bush teria sido problemas financeiros. O dinheiro que recebia a partir do pagamento das famílias não era revertido para os processos funerários, como cremação ou velório. — Em relação aos corpos mais antigos que não haviam sido cremados devido a problemas de fluxo de caixa, seu plano era gerar mais negócios e eliminar o atraso em dois ou três meses — disse um promotor ao tribunal, destacou a BBC. A audiência de sentença ouvirá depoimentos de mais de 100 vítimas. A previsão é de que o julgamento dure por cinco dias. (Com informações da AFP, BBC, France 24 e The Guardian.) 40 corpos com sinais de tortura são encontrados na Síria; famílias fazem buscas 1 de 15 Pessoas em busca de parentes se reúnem no necrotério de um hospital em Damasco, nesta terça-feira (10) — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 2 de 15 Os cadáveres estavam dentro de sacos mortuários com números e, às vezes, nomes escritos — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 A AFP viu dezenas de fotografias e vídeos que Hajj disse ter tirado e que mostravam cadáveres com sinais evidentes de tortura: olhos e dentes arrancados, sangue respingado e hematomas — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 4 de 15 Pessoas em busca de parentes se reúnem no necrotério de um hospital em Damasco, nesta terça-feira (10) — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Os corpos foram transportados para um hospital de Damasco, para que as famílias pudessem identificá-los — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 6 de 15 40 corpos com sinais de tortura são encontrados na Síria; famílias fazem buscas — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Famílias em busca de desaparecidos que podem estar entre os 40 corpos encontrados com sinais de tortura — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 8 de 15 Famílias em busca de desaparecidos que podem estar entre os 40 corpos encontrados com sinais de tortura — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Homem leva os restos mortais de um parente que identificou entre os corpos encontrados com sinais de tortura — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 10 de 15 Os cadáveres estavam dentro de sacos mortuários com números e, às vezes, nomes escritos — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Famílias em busca de desaparecidos que podem estar entre os 40 corpos encontrados com sinais de tortura — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 12 de 15 Sírios se reúnem em hospital em busca de familiares que podem estar entre os corpos encontrados — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Investigadores da ONU têm recolhido comprovações dos crimes cometidos na Síria — Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP 14 de 15 40 corpos com sinais de tortura são encontrados na Síria; famílias fazem buscas — Foto: Abdulaziz KETAZ / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Voluntários carregam corpos encontrados — Foto: Abdulaziz KETAZ / AFP