Iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de aposta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bet — Foto: Foto: Bruno Peres/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 10:55 Ministério da Saúde lança campanha contra riscos das apostas online O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, destacando os riscos do uso problemático dessas plataformas, que podem afetar a saúde mental e as finanças. A campanha, divulgada em diversos meios, também orienta sobre o acesso aos serviços de saúde mental do SUS para apostadores e familiares. A iniciativa inclui teleatendimento e a possibilidade de autoexclusão das plataformas de apostas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Saúde lançou, no último domingo, a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. Veiculada na televisão, no rádio e nas redes sociais, a iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas, como as bets, e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. "Disponíveis 24 horas por dia, as plataformas utilizam recursos como notificações, bônus, apostas em tempo real e recompensas variáveis, que podem estimular a permanência e a repetição das apostas. O uso problemático dessas plataformas pode levar a pessoa a apostar por mais tempo ou gastar mais do que havia planejado, com possíveis impactos na saúde mental, na situação financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais", diz a pasta em nota. Segundo o ministério, o Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como um transtorno de comportamento aditivo. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 1,2% da população adulta mundial sofra com o diagnóstico. No Brasil, o SUS oferece teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas e seus familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento. O Ministério da Saúde alerta qua alguns sinais de que é importante buscar ajuda são: Apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado;Preocupar-se frequentemente com jogos e apostas;Perceber alterações no sono, no humor, na rotina ou nas relações . Para acessar o atendimento, é preciso: Entrar no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web;Fazer login com a conta gov.br.;Na página inicial, selecionar “Miniapps”;Clicar em “Problemas com jogos de apostas?”;Responder ao autoteste disponível na plataforma. As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional. Plataforma permite bloquear o acesso às apostas Além disso, o governo brasileiro também disponibiliza a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, é possível solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas. Bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas;Impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado eInterrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas. A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.