Não é segredo que o mercado financeiro brasileiro, representado pela região paulistana da Faria Lima, não gosta da política econômica do PT e do presidente Lula. Apoiou Jair Bolsonaro (PL) por ser o candidato que assumiu uma linha mais liberal. A preferência, no entanto, não se aplica a Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL.

Flávio encontra enorme rejeição na Faria Lima, segundo detalharam à reportagem gestores, economistas e CEOs com a condição de não terem o nome citado. Uns poucos bolsonaristas convictos ainda prestam apoio irrestrito, mas a maioria torce pelo desembarque de Flávio. Muitos avaliam que, apesar de ser competitivo nas pesquisas, ele não vai resistir ao teste nas urnas. Hoje a expectativa é que Lula vença no segundo turno.

Para o grupo que define para onde vai boa parte do dinheiro do Brasil, a desistência de Flávio criaria ambiente para o avanço de candidatos considerados mais estáveis, como a dobradinha Ronaldo Caiado-Gilberto Kassab (ambos do PSD), cuja preferência cresce dia a dia nesse grupo. Afora o perfil mais liberal na economia, Caiado é bem avaliado por sua política de segurança pública.

Também são bem cotados os empresários Renan Santos (Missão), que tem atraído crescente simpatia por criar uma imagem de renovação, e Romeu Zema (Novo).