Empresário americano pediu à Justiça que impossibilitasse a alienação das ações do alvinegro por suposta dívida de R$ 150 milhões da Eagle Bidco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 John Textor e João Paulo Magalhães Lins, dono e presidente do Botafogo — Foto: Vítor Silva / Botafogo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/07/2026 - 13:51 Botafogo Contesta Bloqueio de Ações por John Textor na Justiça A ala associativa do Botafogo contesta a ação de John Textor, que busca bloquear as ações da SAF por uma suposta dívida de R$ 150 milhões. O clube afirma que Textor omitiu documentos e que a dívida é inexistente, destacando que o bloqueio prejudicaria a recuperação judicial e novos investimentos. Textor, por sua vez, alega que a venda de ações deveria ter gerado esse pagamento. O Botafogo pede participação formal no processo, sustentando que a operação foi via capitalização, não venda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ala associativa do Botafogo se posicionou em meio ao processo movido por John Textor para tentar bloquear as ações da SAF. Em pleito direcionado ao desembargador do TJ-RJ Luiz Eduardo Canabarro, o clube social afirma que o empresário americano omitiu documentos que vão no sentido contrário da ideia de que a Eagle Football Holdings Bidco deveria R$ 150 milhões a ele pelo recebimento de 90% das ações do alvinegro. O associativo pede, então, que o desembargador permita que o clube, enquanto dono de 51% das ações da SAF, participe formalmente do processo como parte interessada e só tome uma decisão após a apresentação de documentos societários públicos. Como argumento, o social diz que a dívida citada por Textor é inexistente e que, caso as ações da SAF sejam bloqueadas, isso poderia prejudicar o processo de recuperação judicial, comprometer a entrada de novos investimentos previstos para a próxima semana e, consequentemente, dificultar o funcionamento do Botafogo. Textor alega dívida Contrariado com sua saída do Botafogo, John Textor alega que, caso os 90% das ações da SAF fossem transferidas para a Eagle Football Holdings Bidco, como aconteceu, ele deveria receber R$ 150 milhões pela venda. Com base nisso, o empresário americano pede à Justiça do Rio uma liminar para “bloquear” tais ações ou que seja registrado um protesto contra a alienação dessas ações, para que a chegada da GDA Luma como nova investidora do alvinegro não se concretize. A ala associativa do Botafogo tenta rebater a tese de Textor com o argumento de que as demonstrações financeiras auditadas da Eagle Bidco não registrariam dívida de tal quantia em favor do americano. E que, como era o próprio americano o controlador da holding na época da entrada dos novos investimentos, seria ele o responsável por registrar uma possível dívida. Além disso, o social também alega que a operação que repassou as ações da SAF à holding não foi através de uma compra e venda tradicional, mas por meio de uma capitalização e emissão de participação societária. Por fim, o clube afirma que John Textor esperou "quase quatro anos para formular a alegação de inadimplemento, sem qualquer cobrança, notificação ou registro contábil do suposto crédito". O Botafogo social apresentou ao TJ-RJ documentos de 11 de novembro de 2022, que mostram a entrada de capital na Eagle Bidco, para comprovar como se deu a operação entre John Textor e seus ex-sócios que acabaram por assumir o comando da empresa.