À medida que uma série de IPOs gigantes cria uma nova geração de ultrarricos, organizações sem fins lucrativos estão tentando descobrir como podem participar dessa bonança.
Departamentos de captação de recursos de universidades estão elaborando listas de potenciais grandes doadores, enquanto executivos do setor filantrópico fazem estimativas rápidas para se preparar para um ganho extraordinário, potencialmente único em uma geração, que pode resultar em centenas de bilhões de dólares em novas doações.
Alguns são menos otimistas do que outros. Nos últimos anos, surgiu uma reação de alguns bilionários contra a filantropia, à medida que uma parcela das pessoas mais ricas do mundo passou a argumentar que o sucesso nos negócios —e não a caridade— é a melhor forma de retribuir à sociedade.
Mas os fundadores da OpenAI e da Anthropic, ambas cotadas para realizar alguns dos maiores IPOs de todos os tempos, têm fortes vínculos com o altruísmo eficaz, uma filosofia filantrópica que busca maximizar o impacto das doações.
E mesmo aqueles que não estejam particularmente inclinados a doar podem ser influenciados pela carga tributária que enfrentarão ao vender suas ações altamente valorizadas. Se, por exemplo, venderem US$ 10 milhões (R$ 50,6 milhões) em ações, poderão receber uma conta de impostos superior a US$ 3,5 milhões (R$ 17,7 milhões).






