A Coreia do Norte vive, há décadas, o que especialistas internacionais chamam de crise de subsistência.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 11 milhões de pessoas, o equivalente a 45% da população, sofrem de desnutrição em um país onde são denunciadas sistemáticas violações dos direitos humanos.

Anos de controle estatal da economia, isolamento em relação ao exterior e abandono dos serviços públicos em favor de um aparato de segurança repressivo levaram ao que o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, descreveu como uma "crise de direitos humanos".

Kim Jong-un, o terceiro integrante da família Kim a governar o país comunista desde sua fundação, após a Segunda Guerra Mundial, consolidou seu poder em um dos países mais fechados e isolados do mundo.

Com a pandemia de Covid-19, em 2020, a situação se agravou ainda mais.