Há uma semana, a seleção brasileira masculina foi eliminada pela primeira vez antes da fase final da Liga das Nações de Vôlei, uma competição anual que conta com as principais equipes do mundo.
O nono lugar no torneio se junta a outros resultados abaixo do esperado nos últimos anos, como o oitavo lugar na Olimpíada de Paris-2024 e a eliminação na primeira fase do Mundial do ano passado, compondo um cenário de crise do vôlei brasileiro masculino.
Esse é o preço que o país começa a pagar pelas falhas na formação de jogadores. O problema é antigo e de conhecimento de todos do meio, mas as categorias de base continuam cada vez com menos atletas e mesmo os que se interessam não estão tendo o treinamento necessário para fazer com que cheguem prontos na categoria adulta.
Entre os anos 1980 e 2010, o país era um celeiro de novos talentos, que formavam equipes competitivas para conquistar títulos em todas as categorias.
Quando chegavam às seleções adultas, davam ainda mais qualidade ao grupo. Foi assim nas conquistas das três Olimpíadas. Em Barcelona-1992, havia Tande, Maurício, Marcelo Negrão e Giovane. Depois com Ricardinho, André Nascimento, Nalbert, Giba e Escadinha em Atenas-2004. E Bruninho, Wallace, Lucão, Lucarelli e outra vez Escadinha na Rio-2016.












