O Meta Educação mantém iniciativas voltadas para geração de renda, formação artística e acompanhamento social 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alunos do projeto “Reforço do futuro” durante ação no Instituto Meta Educação — Foto: Divulgação/Instituto Meta Educação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 16:41 Instituto Meta Educação comemora 20 anos com impacto social renovado O Instituto Meta Educação, no Estácio, supera a perda de patrocínio e celebra 20 anos oferecendo atividades gratuitas a mais de 230 famílias. Sob a liderança de Adriana Gomez, o projeto promove educação, arte e apoio social, impactando especialmente mulheres chefes de família. Iniciativas incluem reforço escolar, formação artística e o novo Lab Vibra para cidadania digital. O instituto se mantém como um espaço de fortalecimento de vínculos comunitários. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando a empresa que mantinha o Instituto Meta Educação decidiu encerrar suas atividades, em 2015, o projeto criado nove anos antes para atender moradores do Estácio também parecia chegar ao fim. Mas a mobilização de escolas e famílias e da própria comunidade fez a história seguir outro rumo. Independente desde então e sob a direção de Adriana Gomez, a organização completa 20 anos de atuação atendendo gratuitamente mais de 230 famílias e transformando a educação, a arte e o acolhimento em instrumentos de desenvolvimento social. A história do instituto começou em 2006, quando ele era o “braço social” de uma empresa que atuava na revitalização da Cidade Nova. Antes mesmo de definir quais projetos seriam desenvolvidos, a equipe realizou um diagnóstico da área. A pesquisa revelou um cenário de vulnerabilidade marcado por casos de analfabetismo entre adultos, crianças fora da escola e dificuldades enfrentadas pelas unidades de ensino da região. — Quando fomos conversar com as escolas, elas disseram que precisavam de um lugar qualificado para receber essas crianças no contraturno. Havia muitos alunos com defasagem escolar, e os professores já não conseguiam dar conta sozinhos. Foi assim que nasceu o “Reforço do futuro” — conta Adriana. Criado em 2009, o projeto de reforço escolar atende crianças de 6 a 14 anos utilizando teatro e artes visuais como ferramentas pedagógicas. Desde então, já beneficiou 1.517 estudantes de mais de 18 escolas públicas da região. Segundo o instituto, os participantes registram melhora de 91,82% no rendimento escolar e índice de 100% de rematrícula no ano seguinte. Ao longo dos anos, a atuação foi ampliada para outras frentes, e hoje, além do reforço escolar, o Meta Educação, sediado na Rua Haddock Lobo 71, mantém iniciativas voltadas para geração de renda, formação artística, acompanhamento social e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Cerca de 89% das famílias atendidas são chefiadas por mulheres, muitas delas mães solo, realidade que ajudou a orientar o desenvolvimento das atividades oferecidas pelo instituto. O projeto “Mulheres artesãs do Estácio” surgiu em 2021 e já recebeu 240 participantes. De acordo com a instituição, 81% delas aumentaram a renda após ingressarem no projeto e 98% afirmam ter fortalecido a autoestima. Entre elas está Maria Barbosa, de 44 anos, que chegou ao instituto para matricular o filho no “Reforço do futuro” e, incentivada pela equipe, ingressou no curso de artesanato. Maria Barbosa, ex-aluna do projeto “Mulheres artesãs do Estácio” e agora auxiliar de sala — Foto: Laura Alexandre Na época, Maria e o marido, moradores do Morro do São Carlos, estavam desempregados. Pouco depois de iniciar nas oficinas, ela passou a trabalhar na limpeza das salas onde aconteciam as aulas e hoje atua como auxiliar de sala no próprio projeto. O contato com o instituto também a motivou a retomar os estudos depois de duas décadas longe da escola. Em 2025, foi aprovada em Pedagogia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tornando-se a primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior. — Eu fui para aprender artesanato, mas encontrei outra coisa. Descobri que eu tinha voz. Descobri que podia opinar, estudar e sonhar. O artesanato abriu portas para eu me encontrar. Cresci ouvindo que faculdade não era para gente como eu. Quando passei, demorei para acreditar. Hoje percebo que estou representando muita gente que não teve essa oportunidade — conta. A instituição também desenvolve o projeto “Papo reto teatro”, voltado para jovens de 16 a 35 anos. Dos participantes atuais, 80% já estudam ou trabalham, realidade bem diferente da encontrada no início da iniciativa, quando a maioria não estudava nem tinha emprego. Alunos do projeto “Papo reto teatro” durante espetáculo — Foto: Divulgação/Instituto Meta Educação Em expansão, o instituto forma este ano a primeira turma do “Teatro para elas 45+”, ação destinada a mulheres acima de 45 anos que utiliza as artes cênicas para estimular autoestima, convivência e expressão. Embora a educação e a cultura estejam presentes em todas as frentes, Adriana afirma que o principal papel da instituição vai além. — Nós usamos a arte, o teatro e a educação, mas o que somos mesmo é um espaço de fortalecimento de vínculos. Não adianta olhar apenas para a criança, é preciso cuidar da família inteira — diz a diretora. A busca por novas oportunidades também levou o Meta Educação a investir em outra área de atuação. Em agosto, será inaugurado o Lab Vibra Meta Educação, financiado pela Vibra por meio da Lei Rouanet. O espaço será voltado à cidadania digital e oferecerá atividades relacionadas a inteligência artificial, robótica, informática e proteção de dados. A proposta surgiu após a equipe perceber que muitos jovens chegam ao mercado de trabalho sem dominar ferramentas básicas de computação. — Eles sabem usar o celular, mas muitos nunca fizeram um currículo ou abriram uma planilha. A tecnologia hoje afeta qualquer profissão, e queremos prepará-los para isso — afirma Adriana. As comemorações pelos 20 anos incluem, além do Lab, a formatura das alunas do “Teatro para elas 45+“, na próxima quinta-feira; e a terceira edição da Mostra de Cenas Curtas do Papo Reto Teatro, em 1º de agosto, ambas no Teatro Gonzaguinha, na Praça Onze, e com entrada gratuita. Para conhecer os projetos ou fazer doações, os interessados podem entrar em contato com o instituto pelas redes sociais ou pelo telefone (21) 99234-9761.