Indicado pelo governo Donald Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Daniel Perez deve ser votado pelo plenário do Senado no início de agosto.
Ele foi aprovado pelo comitê de Relações Exteriores nesta semana e o nome está incluído em um pacote de aprovações que deve ser analisado em plenário —que tem maioria republicana— na primeira semana de agosto. A aprovação é a última etapa do processo no lado americano antes de sua nomeação ser formalizada.
Assim, Perez ainda tem chances de assumir o posto antes das eleições presidenciais no Brasil.
O diplomata, porém, ainda depende da aprovação do lado brasileiro antes de assumir o cargo em Brasília. Como a Folha mostrou, o governo dos Estados Unidos só enviou ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o pedido formal de agrément —a consulta sobre a aceitação do nome pelo país anfitrião— um mês depois de anunciar sua indicação para a embaixada.
Ao tornar pública a escolha antes de consultar formalmente o Brasil, Washington rompeu com a prática diplomática tradicional. O agrément é o procedimento pelo qual o país que receberá o embaixador manifesta se aceita ou não o indicado. Sem essa concordância, o diplomata não pode assumir o posto.













