Segundo a secretária de Política Econômica do ministério, esse aumento decorre, principalmente, da inflação, dos efeitos indiretos da alta do petróleo e da maturação das medidas estruturais adotadas pelo governo A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, explicou nesta sexta-feira (24) que a projeção de alta de arrecadação com o Imposto de Renda no valor de R$ 12,7 bilhões para este ano decorre da atualização dos parâmetros macroeconômicos, principalmente da inflação, dos efeitos indiretos da alta do petróleo — que acabam se refletindo na arrecadação do IRPJ — e da maturação gradual das medidas estruturais adotadas pelo governo. Com esse aumento, a projeção de arrecadação com IR para 2026 subiu de R$ 940,8 bilhões, do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas anterior, para R$ 953,5 bilhões. “O que modificou foi o índice de preços e há também performance de determinados setores, como o petrolífero”, disse ela durante entrevista coletiva de apresentação do relatório do 3º bimestre divulgado nesta sexta-feira (24). Créditos extraordinários O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou ainda que o aumento de R$ 4,1 bilhões na projeção de créditos extraordinários para este ano, em relação ao relatório bimestral anterior, decorre principalmente das subvenções aos combustíveis. Segundo ele, o custo estimado dessas despesas em junho ficou em cerca de R$ 7 bilhões. Como ainda havia aproximadamente R$ 3 bilhões disponíveis dos R$ 10 bilhões abertos pela primeira medida provisória, editada no início do ano, foi necessário acrescentar cerca de R$ 4 bilhões à projeção. Para os gastos a partir de julho, porém, a estimativa será incorporada apenas no próximo relatório bimestral, já que é preciso aguardar os dados que são fechados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os créditos extraordinários afetam o resultado primário e, portanto, reduzem a folga em relação à meta fiscal, embora fiquem fora do limite de despesas do arcabouço fiscal. A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, disse que a inflação indireta do petróleo vai ajudar a aumentar a arrecadação com IRPJ — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado