"Se minha avó ia durar mais um dia, dois, três, quatro ou cinco, não importa. A gente não teve a chance de saber", afirma Camila Barozzi, neta de Jandira Marina Dias Braga, que morreu aos 76 anos após ser submetida por engano a uma cirurgia programada para outra paciente.
O caso aconteceu no dia 8 de junho no hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (a 93 km de São Paulo). A instituição reconheceu o erro e afirmou, em nota, ter aberto sindicância para apurar o episódio, que resultou na demissão da equipe envolvida.
Erros no atendimento à avó começaram nas primeiras horas no hospital, conta Camila à Folha. Ela diz que a idosa foi levada ao hospital no dia 7 de junho, um domingo, após reclamar de dores na região do abdômen.
"Levamos ela ao pronto-socorro e já começou o caos. Aplicaram uma medicação errada, que era indicada para outra Jandira."
Jandira havia recebido o diagnóstico da volta de um câncer no intestino. No pronto-socorro, os médicos diagnosticaram uma obstrução intestinal, conforme prontuários compartilhados pela família. A neta conta que a equipe médica optou por não fazer uma cirurgia devido aos riscos de infecção e à idade avançada da paciente.








