Em depoimento à Polícia Civil, médicos intensivistas que atenderam a juíza Mariana Francisco Ferreira, 34, na UTI (unidade de tratamento intensivo) do Hospital e Maternidade Mogi Mater, em Mogi das Cruzes (SP), disseram ter recomendado diversas vezes uma cirurgia de urgência ao médico responsável pelo procedimento de coleta de óvulos que levou à morte da mulher.

Mariana morreu no dia 6 de maio após complicações decorrentes do procedimento para fertilização in vitro (FIV). Segundo os depoimentos, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada, e uma intervenção cirúrgica só aconteceu 28 horas após a admissão da paciente no hospital. As informações foram primeiro divulgadas pelo G1 e confirmadas pela Folha.

O Hospital e Maternidade Mogi Mater, em nota à imprensa, declarou que o profissional Maurício Ligabô era o médico responsável pelo caso. Segundo o hospital, cabia a ele o acompanhamento do diagnóstico principal, a definição das estratégias terapêuticas relacionadas à sua especialidade, a indicação de procedimentos e a comunicação com a família.

O hospital também afirma que a equipe intensivista, que integra o corpo clínico do hospital, possui autonomia técnica para conduzir os cuidados intensivos, o suporte clínico e as medidas necessárias à segurança imediata da internada dentro da UTI. Segundo a nota, isso foi feito prontamente.