O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, que reúne dados do setor industrial e de serviços, avançou para 53,6 pontos, maior nível em oito meses para o indicador O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, que reúne dados do setor industrial e de serviços, avançou para 53,6 pontos em julho, na leitura preliminar, de 51,9 no mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (24) pela S&P Global. É o maior nível em oito meses para o indicador. O PMI do setor de serviços subiu para 53,6 pontos, de 51,2 em junho, superando a estimativa média dos economistas consultados pelo Wall Street Journal de 51,5. O índice industrial, por outro lado, recuou de 53,9 pontos no mês passado para 53,8, ante consenso de 54,4. Acima do nível de 50 pontos, o indicador aponta para expansão da atividade econômica e, abaixo, para contração. Segundo o comunicado da S&P Global, apesar da melhora no setor de serviços, houve uma desaceleração acentuada na indústria, na medida em que o conflito no Oriente Médio levou a atrasos nas entregas de fornecedores. As pressões inflacionárias também se intensificaram, com os custos de insumos chegando ao maior nível em 14 meses, enquanto a inflação dos preços cobrados pelos produtos e serviços ficou próxima do pico de quatro anos. "As empresas americanas relataram um bom início para o terceiro trimestre. Os dados preliminares do PMI são amplamente consistentes com um crescimento anualizado do PIB de 2,0%, em comparação com o ritmo de 1,2% sinalizado para o segundo trimestre", comenta Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. Por outro lado, ele acredita que parte dessa melhora pode se mostrar temporária, já que julho contou com um impulso nos gastos do setor de hospitalidade devido à Copa do Mundo da Fifa e às atividades relacionadas ao aniversário de 250 anos dos Estados Unidos. Williamson também destaca que os acontecimentos recentes no Oriente Médio agravam as preocupações dos investidores com as cadeias de suprimentos e com os preços, aumentando os riscos de baixa para as perspectivas econômicas de curto prazo e sugerindo que a melhora observada em julho "pode não representar o início de uma tendência sustentada de recuperação", ele afirma. Segundo Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, o seto de serviços contou, em julho, com um impulso dos gastos no setor de hospitalidade devido à Copa do Mundo da Fifa e às atividades relacionadas ao aniversário de 250 anos dos EUA — Foto: Jeenah Moon/REUTERS