O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira (24) acreditar que a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 dificilmente será votada pelo Congresso antes das eleições.

Durante evento promovido pelo Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Marinho disse que trabalha para que a proposta avance, mas avaliou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não deverá pautar o tema.

"Expectativa da 6x1: eu acho que o Alcolumbre não permitirá que vote antes da eleição. É isso que eu acho", admitiu ele. "Trabalho ao contrário, ok? Trabalho ao contrário todo dia. A depender do governo, já 'tava' aprovado esse processo", afirmou

Segundo o ministro, há parlamentares que defendem adiar a votação justamente porque a proposta teria apoio popular. Marinho afirmou que a redução da jornada é uma demanda antiga do movimento sindical e já existia durante a Assembleia Constituinte de 1988, quando foi aprovada a redução de 48 para 44 horas semanais.

Ele voltou a defender que a mudança seja feita por lei —que tem aprovação mais fácil do que uma PEC (proposta de emenda à Constituição)—, estabelecendo um limite máximo de jornada e garantindo dois dias de descanso por semana. O dia de descanso específico, afirmou, poderia continuar sendo definido por negociação coletiva.