Um vendaval seguido de forte chuva causou destelhamento de imóveis, queda de árvores e interrompeu o fluxo de veículos em algumas das principais vias de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). As aulas nas escolas da rede municipal foram suspensas e o principal hospital de emergência da região paralisou o recebimento de pacientes na manhã desta sexta-feira (24).
A tempestade com ventos de pelo menos 70 km/h, registrados na estação do aeroporto Leite Lopes, teve início por volta das 5h30 e, até as 7h, o Corpo de Bombeiros já tinha recebido 130 chamados, a maioria deles ligado à queda de árvores e galhos pelas vias da cidade. Não há até o momento registro de feridos.
Semáforos inoperantes na maior parte da cidade, falta de energia elétrica em algumas regiões devido à queda de galhos e árvores, instabilidade em sistemas de dados de celulares e o uso de gerador para manter um hospital em funcionamento são alguns dos reflexos da tempestade, que a prefeitura associou ao fenômeno climático El Niño.
No Hospital Santa Lydia, uma árvore caiu e bloqueou a rua de acesso à unidade hospitalar, que também foi invadido pela enxurrada. O local está operando com gerador de energia elétrica.
Já a unidade de emergência do HC (Hospital das Clínicas), vinculado à FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP (Universidade de São Paulo), sofreu interdição temporária para o recebimento de pacientes após ser "fortemente atingida" pelo vendaval, segundo balanço preliminar divulgado pela prefeitura.











