Atingida no final da madrugada desta sexta-feira (24) pela maior tragédia climática nos últimos 32 anos, Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) tem cerca de 130 mil instalações (40% do total) sem energia elétrica, que só deverá ser totalmente restabelecida durante o final de semana.

Os ventos de até 121 km/h que chegaram à cidade às 5h30 causaram uma morte, deixou até outras 20 pessoas feridas, afetaram o funcionamento de cinco hospitais públicos e provocaram um dia caótico na cidade do interior paulista.

Em reunião do comitê de crise criado para cuidar da situação, o diretor-presidente da concessionária CPFL Paulista, Rafael Lazaretti, afirmou que a rede já foi energizada, mas o trabalho agora consiste em restabelecer o fornecimento afetado por fatores como a queda de árvores na rede e os estimados 200 postes quebrados, que precisarão de reconstrução.

"A gente está, como o prefeito [Ricardo Silva, PSD] falou, com 40% do município ainda fora [sem energia], já conseguimos restabelecer 60%", afirmou o executivo.

De acordo com ele, a prioridade foi atender hospitais. O HC (Hospital das Clínicas), vinculado à USP (Universidade de São Paulo), e a Santa Casa já tiveram a energia religada. Até então, funcionaram com o uso de geradores.