Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira 23, sanções contra o ministro da Saúde cubano, Jose Ángel Portal Miranda, e a rede de brigadas médicas no exterior, a principal fonte de divisas do governo comunista.

As sanções também afetam três entidades cubanas do setor energético e outras quatro associadas ao conglomerado militar e empresarial Gaesa, que tinham mudado seu estatuto ou sido transferidas para tentar evitar sanções prévias, explicou o Departamento de Estado em um comunicado.

Segundo dados oficiais, o envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de receita do governo comunista cubano, com 7 bilhões de dólares em 2025 (R$ 38,5 bilhões, na cotação da época).

No ano passado, cerca de 24.000 médicos e outros profissionais da saúde cubanos trabalhavam em 56 países.

Mas nos últimos meses, sob pressão americana, Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana finalizaram estes acordos que, em alguns casos, permitiram a mobilização de pessoal de saúde cubano por mais de 25 anos.