Lula anunciou anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões nas linhas de crédito do Brasil Soberano, que têm juros subsidiados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula durante anúncio de socorro para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 21:22 Governo Lula reforça crédito de R$ 18,5 bi para exportadores afetados por tarifas dos EUA O governo Lula anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito do Brasil Soberano para apoiar exportadores afetados por novas tarifas dos EUA. Embora setores como máquinas e calçados vejam positivamente o reforço, pedem mais medidas, como a ampliação do Reintegra, que devolve impostos a exportadores. Empresários destacam a necessidade de soluções estruturais para aumentar a competitividade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após o anúncio do novo Brasil Soberano, setores de máquinas, calçados e outros cobram mais medidas do governo. O empresariado viu com bons olhos a celeridade do Palácio do Planalto no reforço da linha de crédito e avalia que a iniciativa está adequada, embora ainda dependa de alguns detalhes, como contrapartidas e critérios de acesso. No entanto, afirmam que outras formas de socorro seriam fundamentais para mitigar o prejuízo que os exportadores afetados pelo novo tarifaço dos Estados Unidos terão. Nesta quarta-feira, dia em que começou a valer a nova taxa de 25% para parte das mercadorias brasileiras enviadas ao território americano, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões nas linhas de crédito do Brasil Soberano, que têm juros subsidiados. Deste montante, R$ 13,5 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e o restante do BNDES. Além das empresas afetadas pelo tarifaço, o programa vai atender exportadores prejudicados por conflitos internacionais, principalmente aqueles que enviam produtos para países do Golfo Pérsico, e setores estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos. As taxas de juros de remuneração dos recursos do Tesouro já foram definidas: Linha Minerais Críticos: 3,00%Investimento: 6,50%Bens de Capital: 8,00%Giro Exportação: 8,30%Giro MPME: 8,30%Giro Grande: 9,80% Os setores estratégicos só poderão acessar as linhas de investimento e bens de capital, enquanto as demais empresas-alvo da medida poderão escolher livremente as linhas que têm interesse. Já as contrapartidas e os critérios para aceder ao crédito ainda serão definidos na regulamentação. No ano passado, foi exigido o compromisso de manter o saldo nominal de empregos, mas os empresários pediram mudanças ao governo, porque entendem que a manutenção integral é rígida demais. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, celebra a rapidez do governo federal para anunciar o reforço na linha de crédito e diz que o recurso disponibilizado parece suficiente. Velloso também considerou as condições financeiras estabelecidas pelo governo adequadas, mas avaliou que o spread dos bancos repassadores, que é de até 5%, poderia diminuir. Velloso afirma, por sua vez, que a medida mais importante para ajudar na competitividade do produto brasileiro após a taxação adicional dos EUA seria o Reintegra, programa que permite a devolução de parte dos tributos pagos ao longo da cadeia de produtos de mercadorias vendidas ao exterior. Atualmente, para grandes empresas, o percentual é de 0,1%. A Abimaq defende o aumento para 3%. Ainda assim, na casa da indústria de máquinas, os resíduos tributários acumulados superam 5,5%. — Os resíduos de tributos acumulados nas cadeias produtivas de máquinas e equipamentos são superiores a 5,5%. O ideal seria 5,5%. O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, afirma que o anúncio do governo mostra a preocupação em dar ajuda para o setor produtivo no momento de início de vigência das tarifas e que aguarda a publicação do regulamento para avaliar as condições de acesso. Além do Reintegra, o executivo também afirma que é necessário avançar em soluções estruturais. — A solução estrutural é reduzir o Custo Brasil, é trabalhar na competitividade, na produtividade, na igualdade tributária e regulatória, taxar as pequenas encomendas. Do lado financeiro, (o Brasil Soberano) é positivo sim. Já o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Calçadistas (Abicalçados), Haroldo Ferreira, explica que está esperando a regulamentação para avaliar a adequação do apoio financeiro proposto pelo governo. Uma das preocupações é com a exigência de manutenção de empregos. — Não queremos desligar trabalhadores, até porque estão faltando trabalhadores, mas como pegar recurso de capital de giro sem saber se pode se comprometer com esse pré-requisito? Pode inviabilizar uma empresa que está precisando agora de auxílio financeiro — Além disso, o Reintegra, que é de 0,1%, mas pode chegar a 5% pela lei, é um auxílio financeiro que não é um empréstimo.
Tarifaço: setores cobram mais socorro e mudanças na devolução de impostos a exportadores
Lula anunciou anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões nas linhas de crédito do Brasil Soberano, que têm juros subsidiados









