PUBLICIDADE Além da taxa de 25% sobre produtos brasileiros, presidente americano ameaçou impor tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados pelos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump impôs uma nova leva de tarifaços ao longo de uma semana — Foto: Al Drago/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 18:15 Trump Impõe Novas Tarifas ao Brasil e Outros Países em Ofensiva Comercial Em uma semana marcada por uma nova ofensiva tarifária, Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos de dezenas de países, incluindo uma taxa de 12,5% sobre produtos brasileiros devido a alegações de trabalho forçado. Antes, uma tarifa de 25% já havia sido imposta ao Brasil por práticas comerciais supostamente desleais. O Canadá também foi alvo, com tarifas de 50% sobre seus produtos. Além disso, Trump planeja uma tarifa de 100% sobre medicamentos genéricos importados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo americano anunciou há pouco a imposição de tarifas de 10% a 12,5% a produtos importados pelos americanos de um conjunto de 60 países relativa a trabalho forçado. A sobretaxa do Brasil é de 12,5%, o que fará do país o segundo país mais taxado pelos EUA depois da China. A decisão de hoje marca uma semana de anúncios do governo americano que retoma sua ofensiva protecionista. Veja o cronograma dos últimos anúncios do governo Trump 16/07- tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de práticas ilegais de comércio20/07 - tarifa de 50% sobre determinados produtos canadenses com argumentos semelhantes aos usados contra o Brasil21/07 - Tarifa de 100% sobre genéricos para os EUA, ainda em análise23/07 - Tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil e mais de 60 países sob o argumento de que fizeram pouco para combater o trabalho forçado No último dia 16, os EUA já haviam anunciado a decisão de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com uma lista de exceções que abrange produtos importantes da pauta de exportações do país, como carne e suco de laranja. A medida entrou em vigor no dia 22. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a decisão foi tomada após investigação da Seção 301, que tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio e apurava se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicariam as empresas americanas. Já no dia 20, foi a vez de parte dos produtos canadenses que chegam aos EUA serem taxados em 50% sob o argumento de que o país vizinho trata de forma injusta os produtos americanos exportados para aquele país como bebidas alcoólicas, automóveis e laticínios. A alegação foi semelhante à usada contra o Brasil quatro dias antes. Algumas importações consideradas estratégicas, como energia, potássio, pescado, minerais críticos e produtos já sujeitos a tarifas setoriais específicas, incluindo automóveis e metais, ficarão de fora da medida. Do Pix às acusações de trabalho forçado: veja a cronologia do tarifaço dos EUA "Isso está sendo feito para repatriar a produção de medicamentos genéricos para os Estados Unidos, penalizando as empresas que decidirem não construir fábricas e instalar equipamentos no país dentro do prazo estabelecido para isso", escreveu Trump na publicação. Nesta quinta-feira, o Secretário de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, anunciou tarifas de 12,5% baseadas em investigações comerciais na Seção 301 da Lei de comércio. Uma dessas, é focada em práticas de trabalho forçado em dezenas de economias, destacando supostas falhas do Brasil no combate a essa prática.