Tarifa se soma à taxa de 25% aplicada sobre o Brasil e que entrou em vigor no último dia 22. Medida passa a valer na madrugada desta sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Doug Mills/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 18:02 EUA Aumentam Tarifa sobre Produtos Brasileiros por Trabalho Forçado Os EUA impuseram uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando falhas no combate ao trabalho forçado. Essa nova tarifa se soma aos 25% já em vigor desde o dia 22, conforme investigação do USTR. A medida afeta 60 países, incluindo o Brasil, que é acusado de importar produtos feitos com trabalho forçado, como alumínio e algodão, entre outros. A decisão visa equilibrar a competição com o mercado americano. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira taxar em 12,5% os produtos brasileiros sob a alegação de que o país falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos. O Brasil não é o único a sofrer com essa taxa, embora passe a ser o país com o maior aumento percentual de tarifas durante segundo mandato de Trump. No total, 60 países foram alvos desta investigação. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira. Com taxa de até 12,5% por trabalho forçado, Trump tenta reconstruir muro tarifário global: Veja comoTaxa de 12,5%: Os argumentos do Brasil e de outros países sobre trabalho forçado que foram ignorados pelos EUA No caso brasileiro, a tarifa de 12,5% agora se soma aos 25% que entraram em vigor no último dia 22, após as primeiras conclusões da investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A aplicação dos 12,5% se baseia no argumento de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano. Lista possui exceções e alívio para roupas vindas da Ásia Apesar do impacto da tarifa para os países, a lista possui uma série de isenções. A medida prevê isenções globais por produtos, como também específicas por nação, com base em compromissos de acordos existentes firmados por Trump com governos estrangeiros, segundo o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Há isenções exclusivas para países que comprovaram ter regimes de proibição de trabalho forçado ou para produtos cuja origem é de países que firmaram os chamados "Acordos de Comércio Recíproco" (ART). É o caso de Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido. Foi implementado ainda um um mecanismo de cotas de modo que um volume de importações de vestuário e têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia poderá entrar sem o peso da tarifa. Em troca, as empresas precisam cumprir a condição de importar proporcionalmente algodão e outros insumos têxteis produzidos nos Estados Unidos. A investigação coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. São cinco produtos listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. EUA impõem tarifas de até 12,5% a 60 economias após investigação sobre trabalho forçado Tarifa da Seção 301 Economias 10% Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido. 10% líquida da tarifa MFN* União Europeia e Taiwan. 12,5% líquida da tarifa MFN* Japão, Coreia do Sul e Suíça. 12,5% Argélia, Angola, Austrália, Bahamas, Bahrein, Brasil, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Egito, Guiana, Hong Kong, Iraque, Israel, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Peru, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Venezuela e Vietnã. O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, tiveram propostas tarifas de 10%. Tarifa de 10%: os EUA vão cobrar 10% a mais sobre o produto, além da tarifa normal que ele já pagava. Ex.: se já pagava 5%, passa a pagar 15%.Tarifa de 10% líquida, respeitando o princípio de Nação Mais Favorecida (MFN, na sigla em inglês) : os EUA vão cobrar só o necessário para a tarifa total chegar a 10%. Ex.: se já pagava 4%, acrescentam 6%. Se já pagava 10% ou mais, não há tarifa adicional da Seção 301.Tarifa de 12,5%: os EUA vão cobrar 12,5% a mais sobre o produto, além da tarifa normal. É o caso do Brasil.Tarifa de 12,5% líquida da MFN: os EUA cobram só o necessário para a tarifa total chegar a 12,5%. Ex.: se já pagava 5%, acrescentam 7,5%. Se já pagava 12,5% ou mais, não acrescentam nada pela Seção 301. O que dizem os EUA Uma autoridade sênior da administração rejeitou a ideia de que Trump estaria impondo as novas tarifas puramente como substituição às taxas anteriores que foram derrubadas, mas também afirmou que o presidente usaria todas as ferramentas à sua disposição e não permitiria que sua política comercial fosse minada por uma decisão judicial. O Representante de Comércio dos Estados Unidos Jamieson Greer, disse que "finalmente" o país decidiu adotar uma postura mais firme: — Há mais de 100 anos, os Estados Unidos têm uma lei que proíbe a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Isso é uma questão de bom senso, e nós aplicamos essa lei para impedir esse tipo de comércio. (...) Se os países estiverem no caminho correto, eles estarão sujeitos a uma determinada tarifa, de cerca de 10%. Se não estiverem adotando as medidas necessárias, a tarifa será um pouco maior, de 12,5%.