A decisão da Suprema Corte de Cassação da Itália de anular, no início do mês, a decisão que havia autorizado a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) teve como principal motivo alegado a falta de garantias de assistência médica à ex-deputada devido a comorbidades.
À Justiça italiana, a defesa de Zambelli alegou que ela sofre de síndrome de Ehlers-Danlos, depressão de difícil controle, distúrbios do sono, transtornos impulsivos, além de um histórico de tumor cerebral (já retirado cirurgicamente) e de um problema cardíaco. A defesa também afirmou que a ex-deputada necessita de acompanhamento psiquiátrico contínuo, uso de medicamentos controlados e dieta específica sem glúten. A perícia oficial italiana reconheceu parte dessas condições, mas concluiu que elas eram compatíveis com o cumprimento da prisão, desde que houvesse assistência médica adequada.
A Justiça italiana entendeu que as condições em que Zambelli cumpriria a pena, principalmente em relação ao atendimento médico, eram insuficientes. Mas afastou, contudo, o argumento de perseguição política apresentado pela defesa da ex-parlamentar e rejeitou a alegação de que o Supremo Tribunal Federal ou o ministro Alexandre de Moraes agiram com parcialidade no caso. Além disso, ficou confirmado que os fatos são crimes também na Itália, o que preenche o requisito para a extradição. O caso deve passar por um novo julgamento na Corte de Apelação de Roma.






