Segundo o governo, cobertura do jornal representou uma 'preocupação substancial de segurança nacional' por vazar informações sigilosas de defesa nacional O presidente Donald Trump desembarca do Air Force One ao chegar para a cúpula da Otan em Ancara, Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026. — Foto: Osmancan Gürdoğan, Pool Photo via AP O governo também afirmou que a cobertura do Times representou uma “preocupação substancial de segurança nacional” em relação a vazamentos de informações sigilosas de defesa nacional enquanto o presidente viajava de avião em meio a hostilidades com um adversário estrangeiro que pretendia causar-lhe danos, em uma aparente referência ao Irã. Governos tanto republicanos quanto democratas já buscaram obrigar jornalistas a revelar suas fontes em investigações sobre vazamentos, mas grupos de defesa da imprensa afirmam que o governo republicano de Trump tem recorrido com demasiada frequência a intimações e mandados de busca, inclusive contra o Washington Post e o Wall Street Journal. Eles também acusam Trump de usar o poder do governo e processos judiciais privados para intimidar e assediar os meios de comunicação. O governo Trump afirmou que busca apresentar acusações criminais contra responsáveis por vazamentos, e não atingir jornalistas, enquanto os advogados particulares de Trump dizem que procuram responsabilizar a imprensa por coberturas falsas. As intimações emitidas pelo procurador federal de Manhattan, Jay Clayton, em 10 de julho são o caso mais recente em que o governo Trump busca obrigar jornalistas a revelar suas fontes, parte do que críticos descrevem como uma campanha mais ampla de pressão do presidente contra a imprensa. O juiz federal Arun Subramanian suspendeu o cumprimento das intimações até a audiência desta quinta-feira, marcada para às 14h no horário do leste dos EUA (às 15h no horário de Brasília), no tribunal federal de Manhattan. Os magistrados pediram a Subramanian que suspenda as intimações por duas semanas, porque os próximos passos da investigação podem influenciar sua decisão, enquanto o Times pediu ao juiz que as anule. Clayton, escolhido por Trump para ser o próximo diretor de Inteligência Nacional dos EUA, emitiu as intimações depois que o Times noticiou que Trump deixou a Turquia no antigo Air Force One porque um novo avião doado pelo Catar não tinha sistemas antimísseis e outros recursos de defesa. As reportagens citaram fontes anônimas e foram publicadas no momento em que um cessar-fogo entrou em colapso na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. O Times afirmou em um documento apresentado à Justiça que as intimações têm como objetivo assediar e intimidar jornalistas, em violação às proteções à liberdade de imprensa previstas na Primeira Emenda da Constituição. A empresa também acusou o Departamento de Justiça de violar suas políticas internas sobre o uso de intimações contra jornalistas, medida que deveria ser rara e exigir aprovação dos escalões superiores. Os procuradores negaram que as intimações tenham sido emitidas de forma inadequada e disseram, em um documento apresentado ao tribunal na terça-feira, que a Primeira Emenda não isenta jornalistas da obrigação de revelar informações essenciais em investigações
Departamento de Justiça vai retirar intimações ao New York Times por reportagem sobre avião de Trump
Segundo o governo, cobertura do jornal representou uma 'preocupação substancial de segurança nacional' por vazar informações sigilosas de defesa nacional












