Fabricante suíça de chocolates é acusada de promover de forma enganosa os esforços para combater o trabalho de jovens em Gana e na Costa do Marfim, onde obtém o cacau 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma loja da Lindt em Nova York — Foto: Michael Nagle/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 16:33 Lindt enfrenta processo nos EUA por alegações de trabalho infantil na África A Lindt & Sprüngli enfrenta um processo nos EUA por alegações de trabalho infantil em Gana e Costa do Marfim, acusada de enganar consumidores sobre seus esforços contra essa prática. A ação, movida pelo International Rights Advocates, denuncia uso de certificações enganosas nos produtos. A Lindt nega as acusações e destaca seu plano de sustentabilidade para 2030, incluindo certificação pela Rainforest Alliance. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Lindt & Sprüngli foi processada nos Estados Unidos por um escritório de advocacia voltado à defesa de direitos humanos, que acusa a fabricante suíça de chocolates de promover de forma enganosa seus esforços para combater o trabalho infantil em Gana e na Costa do Marfim, países de onde obtém o cacau utilizado em seus produtos. “A Lindt prometeu ao público que está trabalhando para acabar com essa prática abusiva em sua cadeia de suprimentos e avançando em direção ao fornecimento responsável e sustentável de cacau”, afirma a ação judicial apresentada no Tribunal Distrital do Distrito de Columbia pelo escritório International Rights Advocates. “Mas, na realidade, a Lindt continua lucrando com o trabalho infantil enquanto faz muito pouco para evitá-lo”. Segundo a entidade sediada em Washington, a empresa induz seus consumidores ao erro. O International Rights Advocates aponta especificamente para o uso de certificações nas embalagens dos chocolates, que, segundo a ação, apresentam falsamente a Lindt como uma “empresa benevolente que combate o trabalho infantil”. Empresa nega acusações Em comunicado, a Lindt negou as acusações, classificando-as como “equivocadas”, e afirmou que alegações semelhantes vêm sendo feitas “pela mesma organização contra muitas outras empresas do setor de chocolates”. A companhia, sediada em Kilchberg, na Suíça, acrescentou que possui “protocolos para fornecedores e investiga sistematicamente os casos suspeitos de trabalho infantil em sua cadeia de suprimentos”. A Lindt lançou seu plano de sustentabilidade para 2030 no ano passado. Em junho deste ano, anunciou que todo o seu cacau passará a ser certificado pela Rainforest Alliance Certified. Esse tipo de certificação inclui diretrizes para prevenir e mitigar o trabalho infantil. Na Suíça, grupos ativistas reuniram assinaturas suficientes no ano passado para reativar um plebiscito que decidirá se empresas multinacionais devem ser responsabilizadas por violações de direitos humanos e danos ambientais cometidos no exterior.