'Clóvis: o rosto detrás da máscara' fica até 21 de agostona Biblioteca Parque, na Avenida Presidente Vargas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem de um representante da turma de bate-bolas Bem Feito, tricampeã de concurso da Riotur — Foto: Ramon Vellasco/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 16:43 Bate-Bolas: Grupos Cariocas já Planejam Desfiles para 2027 Os bate-bolas, grupos carnavalescos cariocas, já preparam desfiles para 2027, com temas como "Rainha da Savana" e "Wakanda". A tradição, que envolve mais de 16 mil foliões, é celebrada na exposição "Clóvis: o rosto detrás da máscara" até 21 de agosto na Biblioteca Parque. Considerados Patrimônio Cultural, os bate-bolas refletem a cultura carioca e têm potencial turístico, segundo o estudioso Marcus Faustini. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O carnaval de 2027 só começa oficialmente em 6 de fevereiro do ano que vem, mas para quem faz da folia o principal acontecimento do calendário, a preparação já está em curso. Os bate-bolas, grupos de foliões conhecidos pelas fantasias coloridas, máscaras e adereços temáticos, já começaram a escolher os temas que vão inspirar seus desfiles. O tema da Turma Empoderadas, que só tem mulheres, será "Rainha da Savana". A Turma Complexo da Leocádia, de Realengo, também aposta em africanidades: abordará o Reino de Wakanda e o filme "Pantera Negra". — Escolhemos esse tema porque ele representa força, ancestralidade, resistência e união. Queremos levar para o carnaval de rua toda a riqueza da cultura africana. Nosso objetivo é transformar esse desfile de bate-bolas em algo marcante, com tudo o que merece a cultura africana. Queremos transmitir a grandiosidade de Wakanda e uma mensagem de coragem — diz Igor Nogueira, um dos representantes da turma. — Vamos dar o nosso melhor para fazermos um ótimo carnaval em 2027. Além dos preparativos, eles fazem o esquenta com a nova exposição da Biblioteca Parque Estadual, no Centro, "Clóvis: o rosto detrás da máscara". A visitação é de segunda a sexta, das 10h às 17h, até 21 de agosto, e gratuita. Barracão da Turma Empoderadas em Olinda, Nilópolis — Foto: Ramon Vellasco/Divulgação Também fazem parte do projeto a Turma Bem Feito, tricampeã do concurso da Riotur, a Bem Feitas, a Mercenários de Realengo, a Turma Animação da Ilha do Governador, a Velha Guarda de Paciência, a Tropa do Senegal, a Turma Empoderadas, a Turma do Funil, a Turma Playboyzada e a Que Turma É Essa. Visitantes poderão ver indumentárias completas e originais, adereços e registros audiovisuais dos mascarados. Haverá visita mediada no encerramento. Saída da Turma Bem Feito — Foto: Ramon Vellasco Folia organizada No Rio, algumas turmas existem há mais de 30 ou 40 anos. A longevidade é fruto de dedicação quase religiosa: mensalidades pagas pelos integrantes financiam fantasias (que podem custar de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil), aluguel de ônibus para os desfiles e as tradicionais “resenhas” pós-folia. Treze anos após o reconhecimento dos Clóvis ou bate-bolas como Patrimônio Cultural da Cidade, algumas regiões se consolidaram como pontos de competição. A Cinelândia abriga o concurso da Riotur, enquanto o Parque Oeste recebe encontros organizados pela Associação Estadual Folclórica do Rio de Janeiro, com apoio da prefeitura. Marcus Faustini, estudioso dos bate-bolas há mais de 20 anos, explica que a cena evoluiu e tem potencial de expansão. — Pessoas que eram bate-bolas entraram para a academia. Hoje, há líderes de turma formados em belas artes, moda e produção cultural. O bate-bola é um ícone do Rio que pode ser exportado e incluído em circuitos turísticos. O que falta é pensarmos nele como ativo pop.