Dia 24 de julho é o Dia Internacional do BDSM, sigla que remete a bondage —imobilização do parceiro, normalmente com cordas, algemas ou fita adesiva—, dominação, submissão e sadomasoquismo —um balaio de diferentes fetiches.

A escolha da data não foi aleatória: 24x7 é uma das fantasias mais incensadas desse universo, por prever que um dos parceiros se submeta a outro em tempo e de modo integral, ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana.

O estudo mais amplo realizado sobre o tema, conduzido pelo psicólogo Justin Lehmiller, pesquisador do Kinsey Institute, nos Estados Unidos, identificou algum tipo de fantasia ou fetiche em 97% de 4.000 entrevistados.

É consenso científico que fetiche não é doença —não em si mesmo. A atualização da OMS (Organização Mundial da Saúde) da CID (Classificação Internacional de Doenças) deixou claro que o fetiche só deve ser considerado transtorno parafílico, ou seja, enfermidade, quando causa sofrimento significativo ou prejuízo funcional ao cidadão ou se não envolver consentimento.

O BDSM se rege ainda por uma cláusula pétrea, que é o SSC —são, seguro e consensual. Isso significa garantir que não se quebre ou estrague o brinquedo (no caso, o parceiro), que se tomem todas as medidas possíveis de segurança para cada prática e, principalmente, que tudo seja conversado e combinado.