“Nossas estratégias comerciais e iniciativas de redução de custos permitiram crescimento de venda e que melhorássemos margens no segundo trimestre”, diz Alexandre Bompard, diretor-presidente Carrefour: vendas da varejista francesa chegaram a 5,46 bi de euros no país, alta anual de 9% — Foto: Claudio Belli/Valor O Carrefour apresentou desempenho resiliente no Brasil durante o segundo trimestre, marcado pelo retorno do crescimento de vendas e melhora contínua na rentabilidade. O avanço no mercado brasileiro ocorre em cenário macroeconômico ainda complexo, pressionado pelas altas taxas de juros que limitam o poder de compra do consumidor e mantêm os volumes do setor varejista no campo negativo. “Nossas estratégias comerciais e iniciativas de redução de custos permitiram crescimento de venda e que melhorássemos margens no segundo trimestre”, diz Alexandre Bompard, diretor-presidente do Carrefour, em nota. As vendas da varejista francesa chegaram a 5,46 bilhões de euros no país, alta de 9% na comparação anual. Em termos comparáveis, retirando efeitos cambiais, o faturamento aumentou 0,4%, superando a retração de 0,8% registrada no primeiro trimestre. O Atacadão retomou a trajetória positiva, com alta de 0,5% nas vendas comparáveis, e superou o mercado de atacarejo como um todo, tendo observado uma estabilização nos volumes desde o início do período. No segmento de varejo, a empresa registrou uma leve queda de 0,6% nas vendas comparáveis, impactado principalmente pela desaceleração intencional no varejo eletrônico de produtos não-alimentares. Para acelerar o ímpeto comercial no país, o Carrefour investiu em campanhas direcionadas e na adaptação do seu portfólio, com destaque para o fortalecimento da marca própria Bulnez, que agora conta com 200 itens. A divisão de serviços financeiros da empresa confirmou o bom momento com forte desempenho no segundo trimestre, expandindo a carteira de crédito em 13%, enquanto o faturamento apresentou alta de 8%. O resultado operacional recorrente do Carrefour no Brasil atingiu 359 milhões de euros no primeiro semestre, representando um avanço de 5,8% em relação aos seis primeiros meses de 2025. A margem operacional registrou um leve incremento de 9 pontos-base, alcançando 4% no semestre, desempenho que foi viabilizado por fortes iniciativas de adaptação e redução de custos operacionais. No resultado consolidado dos seis primeiros meses do ano, o Carrefour registrou lucro de 54 milhões de euros, revertendo o prejuízo de 361 milhões de euros há um ano. As vendas somaram 39,4 bilhões de euros, aumento de 1,7% na comparação anual. A companhia reiterou suas metas para o nano, incluindo aumento nas margens, na geração de caixa livre e no lucro por ação, por conta das expectativas de desempenho operacional na segunda metade do ano.