Ainda criança, Kerolin ouviu dos médicos que talvez nunca mais pudesse jogar futebol.

Aos 12 anos, a atacante desenvolveu uma osteomielite (uma infecção óssea grave) na perna direita. Passou cerca de três meses internada. Em um dos momentos mais críticos, a família recebeu o alerta de que a amputação poderia ser necessária caso o tratamento não surtisse efeito.

A recuperação foi lenta. Ela precisou reaprender movimentos simples antes de voltar a correr. Quando recebeu alta, ouviu que deveria abandonar esportes de contato. O futebol, porém, continuou sendo seu objetivo.

Nesta quarta-feira (22), Kerolin deu mais um passo que naquela época poderia parecer improvável. O Barcelona encaminhou sua contratação junto ao Manchester City por cerca de 1,5 milhão de euros (R$ 8,6 milhões). Ela deve viajar à Espanha até o fim da semana para os trâmites finais.

A negociação representa a maior contratação da história da equipe feminina do clube catalão. Também transforma Kerolin na brasileira mais cara da história do futebol feminino e na terceira jogadora mais cara da modalidade. O recorde do país pertencia a Amanda Gutierres.