Trabalho num ambiente onde, só de deploy, sobem mais de 5 mil por dia — em um dia calmo. Multiplica isso por milhares de desenvolvedores, dezenas de squads, e você tem uma escala onde nenhuma política interna sobrevive só no papel. Não tem revisor humano, comitê ou processo manual que dê conta de garantir que cada uma dessas entregas está indo pro ar com resiliência, segurança, confiabilidade e custo sob controle.
E o problema não é falta de política. A gente tinha (e tem) documentação boa, guardrails bem pensados, critérios claros do que é aceitável ou não em produção. O problema é que ninguém lê documentação no meio de uma sprint. O dev abre o Terraform, precisa subir o recurso até ontem, e a política — por melhor que seja — está em alguma página de documentação interna, algum PDF, algum canal do Teams que ele não tem tempo de vasculhar.
Foi essa distância entre "a política existe" e "a política é seguida" que me fez sentar e pensar diferente: e se, em vez de pedir pro desenvolvedor ir atrás da regra, a regra viesse até ele, exatamente no lugar onde ele já está trabalhando — o editor de código — no exato momento da decisão?
Foi daí que nasceu esse projeto, hoje em uso por milhares de devs no dia a dia. Não foi um plano de arquitetura perfeito desenhado num quadro branco de uma vez só — foi resolvendo um problema de cada vez até a coisa toda fazer sentido, e até virar algo que tira do desenvolvedor a preocupação com infra e devolve o foco dele pra regra de negócio da aplicação, que é o que realmente importa. Vou te contar como ficou, e vou explicar cada peça no caminho, porque sei que nem todo mundo que lê isso vive de AWS o dia inteiro.







